A fotografia acima ilustra bem o que foi o reencontro de Green Bay Packers e New York Giants na noite de ontem. O ataque dos cheesehead, autor de 65 touchdowns, não foi sombra do que mostrou na temporada e caiu diante da defesa dos Blues, que cresce a cada partida, na derrota por 37 a 20. Os novaiorquinos forçaram um total de quatro turnovers, três fumbles e uma interceptação, para criar uma vantagem no placar e não permitir que o Packers pontuasse – o mais importante.

Ótima partida de Eli Manning, que segue tendo um ano fantástico, e se Victor Cruz não dançou a  salsa, Hakeem Nicks bailou no Lambeau Field, com sete recepções para 165 jardas e dois touchdowns. Verdade seja dita, os wide receivers de Green Bay deixaram cair bolas que não eram difíceis de agarrar: sintomas de duas semanas sem entrar em campo? Aaron Rodgers refutou a ideia. De qualquer forma, o Giants conquista a sua segunda vitória em Wisconsin nos playoffs em um espaço de quatro anos e embarca agora para San Francisco, onde decide a NFC com o 49ers.

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Foto do post: Darren Hauck, Reuters.

Em jogo de defesas, Ravens leva a melhor

Resumo do jogo em três palavras: defense, defense e defense. No confronto de duas das melhores defesas da NFL, a do Houston Texans manteve o time parelho no jogo até o final, enquanto a do Baltimore Ravens provocou os turnovers que permitiram ao seu ataque marcar os pontos decisivos do duelo. Arian Foster cumpriu o que se esperava dele, passando das 100 jardas terrestres pelo quarto jogo consecutivo (o jogo contra o Titans na última rodada não é considerado porque ele foi poupado), mas quando a batata ficou quente nas mãos do novato T.J. Yates, ela deu uma bela assada. Três interceptações do quarterback, para delírio da secundária púrpura – ou vocês acham que Ed Reed parece triste na foto?

Joe Flacco, que as pessoas tanto gostam de pregar que é o único jogador da posição na história da NFL a ir para os playoffs nas primeiras quatro temporadas, mas que ninguém parece confiar muito, foi discreto, porém, eficiente. Conectou 14 passes para 176 jardas e dois touchdowns, não dando margens para um turnover que pudesse inverter o resultado – e poderia! Ao Texans, resta lamentar a chance perdida, principalmente por conta da ausência de Matt Schaub, lesionado. Com ele, podem ter certeza que o cenário seria outro. Assim como o 20 a 13 no placar a favor do Ravens. Baltimore segue viagem e encara o New England Patriots no domingo, em partida válida pela final da AFC.

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Foto do post: Patrick Semansky, AP.

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Os torcedores do Denver Broncos esperavam por mais um milagre de Tim Tebow, mas ele não aconteceu. Não em Foxborough. Não na terra onde Tom Brady é rei e é casado com Gisele Bündchen. Dito e feito, o New England Patriots não tomou conhecimento do “TebowTime” e aplicou uma bela surra nos cavalos do Colorado – ainda no primeiro tempo, Brady e companhia ganhavam por 35 a 7.

Foi um primeiro tempo assombroso. Nas palavras de um torcedor patriota que acompanhou a partida no mesmo ambiente que eu: “Sabia que a gente ia ganhar, mas não desse jeito”. Brady entrou decidido a mostrar quem manda no futebol americano e lançou para cinco touchdowns, recorde da NFL na pós-temporada durante os primeiros 30 minutos. No total, foram seis touchdowns, igualando a marca de Steve Young em 1995, 363 jardas e um rating de 137,6 – fora o placar por 45 a 10. Destaque para a dupla de tight ends Rob Gronkowski e Aaron Hernandez. O primeiro recebeu dez passes para 145 jardas e três touchdowns, enquanto o segundo foi improvisado como running back em algumas jogadas.

Denver esboçou uma reação no 2° quarto de jogo ao anotar um touchdown corrido com Willis McGahee e diminuir a desvantagem no placar em sete pontos, mas não foi só isso. Embora tenha conseguido estabelecer o jogo corrido (144 jardas), uma das grandes armas no ataque, o Broncos não foi muito além disso. A defesa do Patriots não cometeu os mesmo erros do Pittsburgh Steelers e sufocou Tebow dentro do pocket, sacando-o cinco vezes e forçando um fumble. Quando foi obrigado a lançar, o camisa 15 também não foi bem, conectando nove passes (de 26) para 136 jardas.

Vale mencionar o punt especial de Brady, para ira de Von Miller. Assista abaixo:


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Foto do post: Elise Amendola, AP.

Foi de entrar para a história. O jogo entre San Francisco 49ers e New Orleans Saints tinha todos os ingredientes para ser imperdível, só que ninguém imaginou que teríamos quatro viradas de placar e 34 pontos no último quarto de jogo, cujo final foi coroado pelo emocionante choro de Vernon Davis (foto acima). Resumo da ópera, o que era para ser imperdível, foi épico e uma das maiores partidas do esporte mundial.

Era o jogo da vida para o 49ers, que voltava aos playoffs após um hiato de nove anos, e foi encarado como tal. A defesa jogou absurdamente bem, foi capaz de parar um dos ataques mais explosivos, senão “o” mais explosivo”, da NFL, encabeçado por Drew Brees, forçou turnovers e não deixou que o Saints construísse uma vantagem larga de pontos em nenhum momento nos 60 minutos. O quarteto formado por Patrick Willis, Aldon Smith, Justin Smith e NaVorro Bownman pressionou e com a boa atuação da secundária, encurralou o camisa 9 em algumas jogadas.

O ataque mostrou-se decisivo no momentos “clutch” e a exemplo do que fez em toda a temporada, não tremeu quando a equipe precisou dele. Alex Smith fez um bom primeiro tempo, mas estava apagado durante a segunda etapa, até que assumiu as rédeas a quatro minutos do fim e liderou duas campanhas para virar o placar, sendo a segunda a decisiva para fechar a partida em 36 a 32 para o Niners. Assumindo o lado “torcedor” aqui, não há palavras para dizer o quanto foi emocionante ver Davis chorando após marcar o touchdown da vitória – cena que em muito lembra Terrell Owens em 1998, durante decisão de wild card contra o Green Bay Packers.

Sobre o Saints, é preciso destacar, e muito, o quarterback do New Orleans. Mesmo com os turnovers e sem um ataque terrestre consistente, Brees colocou o time no jogo e manteve-o lá até o fim. Ele terminou a partida com 462 jardas (foram 466 na semana passada), com três recebedores com mais de 100 jardas. É um cara que é muito difícil torcer contra, por mais que eu torça para San Francisco.

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Foto do post: Paul Sakuma, AP.

Pela primeira vez na história da NFL, os playoffs de divisão vão ter quatro quarterbacks que foram MVPs (jogador mais valioso) em finais de Super Bowl. No sábado, Drew Brees e Tom Brady entram em campo. No domingo, é a vez de Aaron Rodgers enfrentar Eli Manning no Lambeau Field. Veja abaixo todos os confrontos do final de semana e as análises de cada partida:

PARTIDAS DE SÁBADO

NFC: SAN FRANCISCO 49ERS x NEW ORLEANS SAINTS
Data: 14 de janeiro / Horário: 19h30 (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: Candlestick Park, em San Francisco
Último confronto: Vitória dos Saints (25 a 22) em 2010

O jogo: Não é exagero dizer que o duelo entre Saints e 49ers é o mais interessante deste final de semana. A equipe comandada por Drew Brees acumula nove vitórias consecutivas, a melhor sequência atual da NFL, e se quiser chegar com força máxima para a final da NFC, nada melhor do que passar pela forte defesa do San Francisco, a melhor da liga contra o jogo corrido e a terceira em número de interceptações (23).

New Orleans está embalado após a vitória sobre os Lions no último sábado, mas longe do Mercedez-Bens Superdome e de seu teto, a média de pontos cai de 41 para 27, o que é uma ótima notícia para os Niners, donos do Candlestick Park: estádio aberto e de grama natural. Na última vez que as duas equipes se encontraram, em 2010, os Saints venceram com um field goal a dois segundos do fim. Ainda sob a tutela de Mike Singletary, os 49ers fizeram um bom trabalho naquela noite, ao permitir apenas 254 jardas para Brees. A ideia de Jim Harbaugh é repetir o feito.

San Francisco vence se: Segurar os corredores dos Saints, não desperdiçar pontos dentro da redzone e tirar Brees da sua zona de conforto. Com tempo dentro do pocket, é sabido que ele encontra o recebedor que bem quiser – a defesa do Detroit que o diga. San Francisco aposta na recuperação de Patrick Willis, que se junta ao trio Aldon Smith, Justin Smith e NaVorro Bowman na caça ao quarterback. A briga promete ser boa contra a linha ofensiva dos Saints, que tem dois dos melhores guards da NFL. A defesa é ótima contra o jogo corrido e se conseguir manter o ataque do New Orleans unidimensional, ou seja, baseada apenas no passe, é a chance da secundária aparecer e forçar turnovers. Por fim, o ataque dos 49ers terá que ir além da sua média de 21 pontos – isso não é suficiente para bater os Saints. Frank Gore é a grande arma do San Francisco, mas quem tem a oportunidade de sair como herói no sábado é Alex Smith – é a partida da vida dele.

New Orleans vence se: Proteger Brees da linha de tiro dos 49ers e conter o jogo corrido de Gore e Kendall Hunter, de forma que Smith fique pressionado dentro do pocket. O coordenador defensivo dos Saints não usa muito as blitzes para cima do quarterback rival, porém, como Smith não é um jogador que lança passes longos, surpreendendo a defesa – ao contrário de Stafford, eventuais sacks podem significar um caminho mais curto para a vitória. Tudo indica que desta vez os running backs tenham mais dificuldades para estabelecer o jogo corrido, o que só aumenta a importância da proteção a Brees.

Palpite: San Francisco

AFC: NEW ENGLAND PATRIOTS x DENVER BRONCOS
Data: 14 de janeiro / Horário: 23h (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: Gillette Stadium, em Foxborough
Último confronto: Vitória dos Patriots (41 a 23) em 2011

O jogo: Tim Tebow fez o que ninguém esperava no último domingo, muito menos Troy Polamalu e companhia: lançou mais do que correu com a bola e garantiu a vitória nos playoffs. New England não tem a mesma defesa do Pittsburgh, mas viu de camarote o que aconteceu com os Steelers e teve uma semana para se preparar e evitar uma nova zebra, desta vez em Foxborough.

Os Patriots não têm um jogo corrido consistente, o que pode fazer com que a defesa do Denver tente sacar Tom Brady a qualquer custo, no entanto, é bom lembrar que o quarterback que os Broncos enfrentam neste sábado não está com a mobilidade comprometida como Roethlisberger estava. Além disso, Von Miller e seus companheiros têm três motivos para não avançar com tanta sede ao pote: Wes Welker, Aaron Hernandez e Rob Gronkowski. No último encontro entre as equipes, algumas semanas atrás, New England venceu por uma diferença larga, mas o que o placar esconde é que a equipe de Brady cedeu 252 jardas terrestres. Se isso voltar a acontecer e Tebow anotar o mínimo de passes necessários, de preferência sem fumbles, teremos emoções à vista.

New England vence se: Dominar o jogo corrido dos Broncos e forçar turnovers. Tom Brady, que está em ótima fase, é o tipo de jogador que precisa ser pressionado para cometer erros, mas que a qualquer descuido da defesa, encontra recebedores com facilidade. Marcar os tight ends Hernandes e Gronkowski, que juntos somam 169 recepções, 2.237 jardas e 24 touchdowns, será um desafio e tanto para a secundária do Denver – sem esquecer de Wes Welker, claro. Depois das mais de 300 jardas aéreas que Tebow impôs à defesa dos Steelers, é de se esperar que os safeties e cornerbacks dos Patriots não deem bobeira.

Denver vence se: Estabelecer o jogo corrido, Tim Tebow repetir os bons lançamentos do último domingo e se a defesa for capaz de segurar o ataque dos Patriots, principalmente quando ele chega na forma dos tight ends. Os Broncos podem responder com seus wide receivers, boa parte dos fãs da NFL viram do que eles são capazes quando a bola chega neles, mas não contam mais com o fator “surpresa”. Apesar da grande vitória contra os Steelers, Denver segue como o azarão da história.

Palpite: New England

PARTIDAS DE DOMINGO

AFC: BALTIMORE RAVENS x HOUSTON TEXANS
Data: 15 de janeiro / Horário: 16h (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: M&T Bank Stadium, em Baltimore
Último confronto: Vitória dos Ravens (29 a 14) em 2011

O jogo: Confronto de duas ótimas defesas, a segunda melhor contra a terceira, e dois grandes running backs, Arian Foster contra Ray Rice. Podemos esperar um jogo muito disputado nas trincheiras, com ambos os times tentando abrir caminhos por meio das corridas. Baltimore leva vantagem por jogar em casa e apesar do quarterback Joe Flacco não ter feito uma grande temporada, ele é o único jogador da posição a ter ido para os playoffs nos quatro primeiros anos como profissional – experiência muito superior a do calouro T.J. Yates.

Na última vez que as equipes se encontraram, Matt Schaub ainda era o titular, mas como o wide receiver Andre Johnson se contundiu durante a partida, a defesa dos Ravens pode se concentrar em Foster, que terminou o jogo com apenas 49 jardas terrestres. Baltimore segurou o ataque dos Texans e não permitiu nenhum ponto do rival nos últimos 21 minutos – a estratégia utilizada em outubro vai valer neste domingo.

Baltimore vence se: Limitar Foster e Ben Tate a poucas jardas, o que inevitavelmente coloca pressão em Yates, e estabelecer o jogo corrido com Ray Rice. Andre Johnson voltou de contusão e embora ainda não seja o mesmo wide receiver de anos anteriores, a secundária dos Ravens precisa ficar atenta, porque se existe um jogador que pode mudar o curso do jogo, além do próprio Foster, é o camisa 80 – basta a bola chegar nele. Flacco não precisa de longos passes ou touchdowns incríveis, o fundamental é que ele cuide da bola e evite turnovers.

Houston vence se: Correr a bola com sucesso, tirar a pressão dos ombros de Yates e protegê-lo dentro do pocket na hora do passe. A defesa, que faz um ótimo trabalho até aqui, terá que segurar Ray Rice e forçar turnovers para dar ao ataque uma chance de vencer. Se o jogo corrido não funcionar, e essa possibilidade existe quando se enfrenta os Ravens, o jogo fica nas mãos de Yates – ele vai precisar completar mais passes do que está acostumado.

Palpite: Baltimore

NFC: GREEN BAY PACKERS x NEW YORK GIANTS
Data: 15 de janeiro / Horário: 19h30 (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: Lambeau Field, em Wisconsin
Último confronto: Vitória dos Packers (38 a 35) em 2011

O jogo: O ataque dos Packers é 100% focado no talento e no ótimo momento que vive Aaron Rodgers. Sem a presença de um bom ataque terrestre, as jogadas do Green Bay seriam, em tese, previsíveis, mas diante das opções que Rodgers tem em seu grupo de recebedores, um dos melhores da NFL, é normal que as defesas tenham muitas dificuldades – menos a do Kansas City Chiefs. Se não puder contar com Aaron Ross, o New York Giants tem um belo problema pela frente na defesa. No ataque, os Blues têm talento e competência para fazer frente aos atuais campeões do Super Bowl.

Green Bay vence se: Rodgers tiver o mínimo de tempo necessário dentro do pocket e a defesa marcar o jogo corrido dos Giants, além de encontrar alguma maneira de parar Victor Cruz – Charles Woodson não quer saber de dança de salsa na sua endzone. O fato de Green Bay não possuir running backs consistentes não têm sido um fator determinante – a equipe vence sem isso, então é provável que o ataque continue focado nos passes. Se o camisa 12 fizer uma partida sem erros, os Packers dão um passo rumo à final da NFC.

New York vence se: Mantiver o ataque marcando pontos, estabelecer o jogo corrido e deixar Rodgers fora de ação pelo maior tempo possível. Apoiado na dupla Brandon Jacobs e Ahmad Bradshaw, New York correu para 172 jardas no domingo passado e se repetir a boa atuação, deixa Eli Manning menos pressionado para soltar o braço nos passes para Victor Cruz. A defesa vai pressionar Rodgers, ainda mais se tiver Osi Umenyiora, Justin Tuck e Jason Pierre-Paul saudável, mas é uma blitz descuidada que Rodgers antecipa o lançamento para encontrar Greg Jennings ou Donald Driver sob marcação individual. Os Giants vão sentir a ausência de Ross, mas a equipe mostrou durante a temporada que é capaz de acompanhar o ritmo dos Packers.

Palpite: Green Bay

* Texto que escrevi para o ExtraTime

* SÁBADO, 14 DE JANEIRO
New Orleans at San Francisco (ESPN às 19h30)
Denver at New England (ESPN às 23h00)

* DOMINGO, 15 DE JANEIRO
Houston at Baltimore (ESPN às 16h00)
New York Giants at Green Bay (ESPN às 19h30)

O Alabama Crimson Tide quebrou a invencibilidade do LSU Tigers na noite de ontem ao vencer por 21 a 0 e conquisou o título do BCS National Championship, disputado no Mercedes-Benz Superdome, em Nova Órleans. As duas equipes haviam se enfrentado na temporada regular, com vitória apertada dos Tigers na prorrogação, por 9 a 6.

Com a melhor defesa da NCAA em pontos cedidos, apenas oito por jogo, Alabama dominou completamente o ataque do LSU, não permitindo que o adversário passasse do meio de campo até o 4° período de jogo. Foram apenas 92 jardas totais de ataque e cinco first downs dos Tigers, contra 384 jardas e 21 first downs do Crimson Tide. “Eles não têm nenhuma fraqueza. Pressionam o quarterback, têm grandes linebackers e são ótimos na secundária”, elogiou o companheiro de time Barret Jones, que atua na linha ofensiva.

Crimson Tide dominava o jogo, mas até o final do 3° quarto, havia a possibilidade dos Tigers buscarem a vitória, uma vez que a diferença no placar era de 15 pontos (cinco field goals chutados por Jeremy Shelley), ou duas posses de bola. O título do BCS, o terceiro na história da universidade, ficou garantido no último e decisivo quarto, com o touchdown de 34 jardas do bom running back Trent Richardson, indicado ao Heisman Trophy de 2011.

O quarterback A.J. McCarron ficou com o prêmio de MVP de ataque, depois de completar 23 passes de 34 tentativas e 234 jardas. Na defesa, Courtney Upshaw foi escolhido como o melhor em campo.

* Texto que escrevi para o ExtraTime

Houston, New Orleans, New York e Denver venceram suas partidas e garantiram a passagem para a próxima fase dos playoffs da NFL neste final de semana. Curiosamente, a rodada de divisão vai contar apenas com os campeões de divisão, visto que as quatro equipes que se classificaram com o wild card, Cincinnati, Detroit, Atlanta e Pittsburgh, perderam e foram eliminados. Relembre abaixo como foi cada confronto:

Com ótima atuação de Foster, Houston vence Cincinnati
Sem a garantia de que T.J. Yates faria uma boa partida, coube ao running back Arian Foster carregar o ataque do Houston Texans, terminando o jogo com 153 jardas terrestres. A defesa, a 2ª melhor da NFL, fez um ótimo trabalho contra o fraco ataque corrido dos Bengals e provocou o principal turnover, a primeira interceptação de Andy Dalton, que deu uma outra cara para o jogo. A partir dali, os Texans assumiram a liderança do placar e não deixaram mais escapar. Yates teve uma atuação segura e sem cometer erros – exatamente o que se esperava dele. Leia mais..

New Orleans vence batalha aérea e elimina o Detroit Lions
Em um jogo de 846 jardas lançadas pelos dois quarterbacks, estabelecer o jogo corrido foi uma das grandes diferenças entre as duas equipes. Apoiado no bom trio de running backs Darren Sproles, Chris Ivory e Pierre Thomas, New Orleans foi capaz de ter uma maior versatilidade, o que foi fundamental na hora de converter 4ªs descidas. Sem um corredor consistente, o melhor foi Kevin Smith com 21 jardas, Detroit apostou no seu explosivo ataque aéreo, com Matthew Stafford e Calvin Johnson. Ele funcionou durante boa parte do jogo, mas três interceptações de Stafford foram suficientes para Drew Brees aproveitar os turnovers e se distanciar no placar. Leia mais..

Giants passam fácil pelos Falcons e enfrentam os Packers
O ataque do Atlanta Falcons não apareceu para jogar em Nova York. A defesa fez um bom primeiro tempo, apesar de não conseguir conter o jogo corrido dos Giants – o pior da NFL, mas sem a ajuda de Matt Ryan, pouco pode fazer para evitar a derrota. Eli Manning, que nunca havia vencido nos playoffs em casa, chamou a responsabilidade e decretou a vitória no MetLife Stadium. A total ineficiência dos atacantes de Atlanta era até então a grande surpresa dos playoffs. Leia mais..

Tim Tebow “puxa o gatilho” e dá vitória ao Denver Broncos
A grande surpresa de toda a temporada da NFL. O favoritismo de Pittsburgh era amplamente apontado e John Elway chegou a ser motivo de piada durante a semana ao dizer que Tim Tebow iria dar a volta por cima no fim de semana. Em um Sports Authority Field at Mile High completamente lotado, Tebow paralisou a defesa dos Steelers com passes longos e certeiros – foram quase 200 jardas no primeiro tempo. Do outro lado, a defesa pressionava Ben Roehtlisberger, que não contou com um bom trabalho de sua linha ofensiva. No segundo tempo, Big Ben trouxe Pittsburgh de volta e deixou tudo igual no placar, indo para a prorrogação, que durou apenas 11 segundos. Em um passe de 80 jardas, Tebow lançou para Demaryus Thomas, que anotou o TD e encerrou o jogo. Leia mais..

E veja os duelos marcados para este sábado e domingo:

Confrontos da AFC

NEW ENGLAND PATRIOTS x DENVER BRONCOS
Data: 14 de janeiro / Horário: 23h (Brasília)
Estádio: Gillette Stadium, em Foxborough

BALTIMORE RAVENS x HOUSTON TEXANS
Data: 15 de janeiro / Horário: 16h (Brasília)
Estádio: M&T Bank Stadium, em Baltimore

Confrontos da NFC

SAN FRANCISCO 49ERS x NEW ORLEANS SAINTS
Data: 14 de janeiro / Horário: 19h30 (Brasília)
Estádio: Candlestick Park, em San Francisco

GREEN BAY PACKERS x NEW YORK GIANTS
Data: 15 de janeiro / Horário: 19h30 (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: Lambeau Field, em Green Bay

* Textos que escrevi para o ExtraTime