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New England Patriots e New York Giants são os dois finalistas do Super Bowl XLVI. As duas equipes venceram suas partidas, ambas com finais emocionantes, na noite deste sábado, e voltam a se encontrar na grande final do futebol americano, quatro anos depois. Em 2008, o então invicto New England tentava igualar o recorde de campeão invicto do Miami Dolphins, mas foi surpreendido pelos “azarões” de Nova York. Daqui a duas semanas, Tom Brady terá a chance de se vingar, enquanto Eli Manning pode se colocar entre os grandes quarterbacks da NFL, junto do irmão. Veja como foram as duas finais de conferência:

Patriots contam com ajuda do kicker dos Ravens e vão à final
Tom Brady não fez sua melhor partida e ele reconheceu isso na coletiva de imprensa após o jogo, mas o fato é que em 12 temporadas na NFL, o camisa 12 dos Patriots soma agora cinco aparições de Super Bowl – sem considerar que ele não jogou em 2001 e em 2008. Mesmo com as duas interceptações lançadas durante a partida de ontem, Brady foi decisivo ao marcar com as pernas o touchdown que deu a liderança no placar para New England. Na linha de uma jarda, o quarterback recebeu a bola e saltou sobre a linha ofensiva, ficando totalmente exposto a tackles. Baltimore não conseguiu correr com a bola como gostaria, mas Joe Flacco soube explorar a secundária adversária e na defesa, os comandados de Ray Lewis forçaram dois turnovers. Esses dois fatores foram fundamentais para manter os Ravens no jogo até o fim. Eles só não esperavam que Billy Cundiff errasse o field goal de 32 jardas, dando a vitória aos Patriots por 23 a 20. Leia mais..

Na prorrogação, Giants vencem San Francisco com um field goal
Eli Manning é um vencedor. O camisa 10 dos Giants vem de duas belas atuações fora de casa, contra duas das melhores equipes da NFC, e mostrou que merece um lugar entre os grandes da NFL. Muito pressionando pela defesa dos 49ers, Manning lançou 58 passes durante a partida e sobreviveu (vide a foto) como poucos ao temido “front seven”, jogadores da linha defensiva e linebackers, do San Francisco. A defesa teve dificuldades em alguns instantes contra o jogo corrido e Vernon Davis, mas fechou a porta para os demais recebedores do time. Como os defensores de ambas as equipes exigiam o máximo dos ataques adversários, mas não conseguiam forçar turnovers, um erro dos especialistas poderia decretar o fim do jogo. E foi o que houve. Kyle Williams, que substituiu Ted Ginn como retornador, sofreu o fumble na prorrogação e colocou New York já em posição de field goal. Os Giants arriscaram algumas corridas para tentar um touchdown, sem sucesso. Lawrence Tynes chutou o field goal e carimbou o passaporte do time para a cidade de Indianápolis. Leia mais..

SUPER BOWL XLVI
NEW ENGLAND PATRIOTS x NEW YORK GIANTS
Data: 5 de fevereiro / Horário: 21h30 (Brasília)
Estádio: Lucas Oil Stadium, em Indianápolis

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A NFL está a dois passos de conhecer os protagonistas do Super Bowl XLVI. Neste domingo, as quatro equipes que sobreviveram dos playoffs entram em campo pelas finais de conferência da liga. Na AFC, o New England Patriots recebe o Baltimore Ravens em Foxborough, enquanto na NFC, o San Francisco encara o New York Giants pela segunda vez na temporada, desta vez tendo a Califórnia de cenário. Veja a análise dos dois confrontos abaixo:

FINAL DA AFC

NEW ENGLAND PATRIOTS x BALTIMORE RAVENS
Data: 22 de janeiro / Horário: 18h (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: Gillette Stadium, em Foxborough
Último confronto: Vitória dos Patriots (23 a 20) em 2010

O jogo: O que era para ser uma batalha de provocações dias antes do confronto virou uma troca de elogios entre técnicos, defensores e quarterbacks. Para Tom Brady, Baltimore tem alguns dos melhores jogadores da história em suas posições. Para Ray Lewis, o marido de Gisele Bündchen entende todas as defesas. As declarações polêmicas ficaram por conta de Ed Reed. No entanto, ele criticou a linha ofensiva e Joe Flacco – quase um “fogo amigo”. O incêndio foi apagado, mas vale a pena observar como o ataque se comporta no domingo, principalmente Flacco. A equipe venceu e eliminou os Texans dos playoffs? Sim, só que parece ser unânime a impressão de que o resultado seria outro se o quarterback Matt Schaub estivesse em campo.

Por mais que Flacco tenha ido aos playoffs em todas as temporadas que jogou, ele ainda não mostrou a consistência necessária que dá confiança ao time, especialmente quando se joga contra alguém do calibre de Brady. O camisa 5 pode encontrar mais espaços contra a defesa dos Patriots, que é inferior à dos Texans, mas precisa se lembrar que do outro lado do campo, não há um T.J. Yates em seu primeiro ano na NFL. E se Baltimore acompanhou a vitória do New England sobre Denver, sabe que o perigo é muito maior.

No último confronto entre as duas equipes em playoffs, em janeiro de 2010, os Ravens venceram com uma combinação daquilo que fazem de melhor: defesa e corridas. Para se ter uma ideia, Flacco conectou quatro passes 34 jardas e lançou uma interceptação. Sua atuação pífia foi compensada por Ray Rice e suas 159 jardas terrestres, e pelos quatro turnovers forçados pela defesa. Brady não conseguiu passar das 155 jardas aéreas. Se o quarterback do Baltimore não se impor na partida, vamos ver um grande duelo de ataque contra defesa, basicamente. Corrigindo, de um ótimo ataque contra uma excelente defesa.

New England vence se: Proteger Tom Brady, evitar turnovers e segurar o ataque terrestre dos Ravens, apesar da defesa dos Patriots ser apenas a 20ª melhor neste quesito. New England vem de uma apresentação de gala diante dos Broncos e se não entregar a bola de graça, se pontuar sempre que o camisa 12 tiver a oportunidade, não será fácil para Baltimore sair vencedor de Foxborough – a julgar pelo o que o time apresentou para chegar até aqui. Apesar do ataque aéreo dos Ravens não ser tão assustador, Flacco vai encontrar mais buracos na secundária do que no domingo passado, a defesa não pode ficar preparada apenas contra corridas.

Baltimore vence se: Estabelecer o jogo corrido com Ray Rice e Ricky Williams, não ignorar o passe, pressionar Tom Brady a partida inteira, e Baltimore tem jogadores para isso, e dar um jeito de parar a dupla de tight ends Gronkowski e Hernandez, sem deixar de prestar atenção em Wes Welker. Os Patriots sabem explorar recepções no meio do campo como ninguém, então a tarefa de marcar não cabe só aos defensive backs, mas também aos linebackers, leia-se Ray Lewis e Terrell Suggs. No mundo ideal dos Ravens, a ideia seria tirar a coleira de Suggs e soltá-lo em cima de Brady, só que não dá para fazer isso em toda jogada. Neste caso, existe Haloti Ngata. Joe Flacco comentou alguns dias atrás que os méritos nas vitórias do Baltimore vão sempre para a defesa e raramente para o ataque. É hora de provar que os jornalistas estão errados, Flacco boy.

Curiosidades: Se New England avançar para o Super Bowl, Brady tem a chance de se consolidar ainda mais entre os grandes quarterbacks na história da NFL, justamente na casa de um dos seus maiores adversários: Peyton Manning. Se Baltimore for o finalista, a equipe volta para a cidade que “roubou” seu time em 1984, ano em que o Baltimore Colts foi relocado para Indianápolis.

Palpite: New England

FINAL DA NFC

SAN FRANCISCO 49ERS x NEW YORK GIANTS
Data: 22 de janeiro / Horário: 21h30 (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: Candlestick Park, em San Francisco
Último confronto: Vitória dos 49ers (27 a 20) em 2011

O jogo: Os dois times vêm embalados de grandes vitórias sobre equipes que eram consideradas como as favoritas para disputar o título da NFC. San Francisco eliminou o New Orleans Saints na partida mais emocionante até aqui e na sua estreia nos playoffs, Alex Smith encarou o duelo com Drew Brees, vencendo a queda de braço com duas campanhas sensacionais no último quarto. New York não deixou por menos e eliminou o Green Bay Packers, time de melhor campanha na temporada, com autoridade e em pleno Lambeau Field.

Para este domingo, será interessante observar como os Giants vão se preparar contra o que até então parecia ser improvável: o ataque aéreo do San Francisco. Do outro lado da moeda, Smith pode encontrar mais dificuldades durante o jogo se a defesa adversária for capaz de anular Vernon Davis – há outros bons recebedores no time, mas nenhum com a capacidade de mudar a cara da partida como o camisa 85.

Outro ponto que será importante é o fato do Giants ser capaz de pressionar o quarterback adversário sem ajuda da secundária, de forma a apressar Smith sem deixar os recebedores livres. Por falar em secundária, os defensive backs do San Francisco foram ótimos contra New Orleans e a última coias que eles querem é ver Victor Cruz ou Hakeem Nicks dançando na endzone. É mais um duelo para ser observado.

No último encontro entre 49ers e Giants, ocorrido em novembro, New York conseguiu parar o ataque terrestre do rival e mesmo com duas interceptações de Manning, por muito pouco não saiu do MetLife Stadium com a vitória. Não há dúvidas de que os Giants tiraram algumas lições dessa derrota. San Francisco também deve ter tirado lições, visto que não foram conter os recebedores adversários e foi mal no aproveitamento dentro da redzone. Se Jim Harbaugh e Tom Coughlin fizeram os deveres de casa, a promessa para este domingo é de espetáculo.

San Francisco vence se: Fizer um ótimo trabalho na secundária, tomando cuidado com as rotas em profundidade e reduzindo as opções de Manning, estabelecer o jogo corrido para controlar o relógio e se a defesa forçar turnovers, o ataque souber aproveitá-los. É final de conferência, então quanto antes os 49ers conseguirem “matar” o jogo, melhor. San Francisco deve priorizar a corrida e recorrer ao passe quando necessário. A defesa tem todas as peças para pressionar o camisa 10 e limitar os running backs a poucas jardas, com Aldon Smith, Justin Smith, Ahmad Brooks, Patrick Willis e NaVorro Bowman. É na secundária onde mora o perigo. Carlos Rogers está na melhor temporada de sua carreira, mas vai precisar da inspiração de Tarell Brown e dos safeties para segurar a salsa de Cruz e companhia.

New York vence se: Manning distribuir os passes para Cruz, Nicks, Manningham e até para Bradshaw, confundindo a marcação da defesa, pressionar Smith no pocket e sempre que enviar uma blitz para cima do camisa 11, tomar cuidado com lançamentos rápidos, principalmente os que vão na direção de Davis. A linha ofensiva vai desempenhar um papel fundamental também, segurando os defensive ends e linebackers dos 49ers. San Francisco tem um jogo muito físico, New York terá que fazer frente a isso e tem tudo para fazer, o time cresceu na hora certa – assim como fez na temporada de 2007. E vocês lembram como eles terminaram aquela temporada? Com o troféu Vince Lombardi nas mãos.

Curiosidades: Se San Francisco passar dos Giants, pode se dizer que Jim Harbaugh “joga em casa”, visto que atuou como quarterback dos Colts entre 1994 e 1997 – apesar do Lucas Oil Stadium ainda não existir. Se New York disputar o Super Bowl, Eli Manning pode ser bicampeão no estádio onde seu irmão, Peyton, manda os jogos. A partida também coloca frente a frente a 1ª escolha do Draft de 2004, Eli, contra a 1ª escolha do Draft de 2005, Alex.

Palpite: New York

* Texto que escrevi para o ExtraTime

A fotografia acima ilustra bem o que foi o reencontro de Green Bay Packers e New York Giants na noite de ontem. O ataque dos cheesehead, autor de 65 touchdowns, não foi sombra do que mostrou na temporada e caiu diante da defesa dos Blues, que cresce a cada partida, na derrota por 37 a 20. Os novaiorquinos forçaram um total de quatro turnovers, três fumbles e uma interceptação, para criar uma vantagem no placar e não permitir que o Packers pontuasse – o mais importante.

Ótima partida de Eli Manning, que segue tendo um ano fantástico, e se Victor Cruz não dançou a  salsa, Hakeem Nicks bailou no Lambeau Field, com sete recepções para 165 jardas e dois touchdowns. Verdade seja dita, os wide receivers de Green Bay deixaram cair bolas que não eram difíceis de agarrar: sintomas de duas semanas sem entrar em campo? Aaron Rodgers refutou a ideia. De qualquer forma, o Giants conquista a sua segunda vitória em Wisconsin nos playoffs em um espaço de quatro anos e embarca agora para San Francisco, onde decide a NFC com o 49ers.

Para ver os melhores momentos da partida, clique aqui.

Foto do post: Darren Hauck, Reuters.

Em jogo de defesas, Ravens leva a melhor

Resumo do jogo em três palavras: defense, defense e defense. No confronto de duas das melhores defesas da NFL, a do Houston Texans manteve o time parelho no jogo até o final, enquanto a do Baltimore Ravens provocou os turnovers que permitiram ao seu ataque marcar os pontos decisivos do duelo. Arian Foster cumpriu o que se esperava dele, passando das 100 jardas terrestres pelo quarto jogo consecutivo (o jogo contra o Titans na última rodada não é considerado porque ele foi poupado), mas quando a batata ficou quente nas mãos do novato T.J. Yates, ela deu uma bela assada. Três interceptações do quarterback, para delírio da secundária púrpura – ou vocês acham que Ed Reed parece triste na foto?

Joe Flacco, que as pessoas tanto gostam de pregar que é o único jogador da posição na história da NFL a ir para os playoffs nas primeiras quatro temporadas, mas que ninguém parece confiar muito, foi discreto, porém, eficiente. Conectou 14 passes para 176 jardas e dois touchdowns, não dando margens para um turnover que pudesse inverter o resultado – e poderia! Ao Texans, resta lamentar a chance perdida, principalmente por conta da ausência de Matt Schaub, lesionado. Com ele, podem ter certeza que o cenário seria outro. Assim como o 20 a 13 no placar a favor do Ravens. Baltimore segue viagem e encara o New England Patriots no domingo, em partida válida pela final da AFC.

Para ver os melhores momentos da partida, clique aqui.

Foto do post: Patrick Semansky, AP.

Pela primeira vez na história da NFL, os playoffs de divisão vão ter quatro quarterbacks que foram MVPs (jogador mais valioso) em finais de Super Bowl. No sábado, Drew Brees e Tom Brady entram em campo. No domingo, é a vez de Aaron Rodgers enfrentar Eli Manning no Lambeau Field. Veja abaixo todos os confrontos do final de semana e as análises de cada partida:

PARTIDAS DE SÁBADO

NFC: SAN FRANCISCO 49ERS x NEW ORLEANS SAINTS
Data: 14 de janeiro / Horário: 19h30 (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: Candlestick Park, em San Francisco
Último confronto: Vitória dos Saints (25 a 22) em 2010

O jogo: Não é exagero dizer que o duelo entre Saints e 49ers é o mais interessante deste final de semana. A equipe comandada por Drew Brees acumula nove vitórias consecutivas, a melhor sequência atual da NFL, e se quiser chegar com força máxima para a final da NFC, nada melhor do que passar pela forte defesa do San Francisco, a melhor da liga contra o jogo corrido e a terceira em número de interceptações (23).

New Orleans está embalado após a vitória sobre os Lions no último sábado, mas longe do Mercedez-Bens Superdome e de seu teto, a média de pontos cai de 41 para 27, o que é uma ótima notícia para os Niners, donos do Candlestick Park: estádio aberto e de grama natural. Na última vez que as duas equipes se encontraram, em 2010, os Saints venceram com um field goal a dois segundos do fim. Ainda sob a tutela de Mike Singletary, os 49ers fizeram um bom trabalho naquela noite, ao permitir apenas 254 jardas para Brees. A ideia de Jim Harbaugh é repetir o feito.

San Francisco vence se: Segurar os corredores dos Saints, não desperdiçar pontos dentro da redzone e tirar Brees da sua zona de conforto. Com tempo dentro do pocket, é sabido que ele encontra o recebedor que bem quiser – a defesa do Detroit que o diga. San Francisco aposta na recuperação de Patrick Willis, que se junta ao trio Aldon Smith, Justin Smith e NaVorro Bowman na caça ao quarterback. A briga promete ser boa contra a linha ofensiva dos Saints, que tem dois dos melhores guards da NFL. A defesa é ótima contra o jogo corrido e se conseguir manter o ataque do New Orleans unidimensional, ou seja, baseada apenas no passe, é a chance da secundária aparecer e forçar turnovers. Por fim, o ataque dos 49ers terá que ir além da sua média de 21 pontos – isso não é suficiente para bater os Saints. Frank Gore é a grande arma do San Francisco, mas quem tem a oportunidade de sair como herói no sábado é Alex Smith – é a partida da vida dele.

New Orleans vence se: Proteger Brees da linha de tiro dos 49ers e conter o jogo corrido de Gore e Kendall Hunter, de forma que Smith fique pressionado dentro do pocket. O coordenador defensivo dos Saints não usa muito as blitzes para cima do quarterback rival, porém, como Smith não é um jogador que lança passes longos, surpreendendo a defesa – ao contrário de Stafford, eventuais sacks podem significar um caminho mais curto para a vitória. Tudo indica que desta vez os running backs tenham mais dificuldades para estabelecer o jogo corrido, o que só aumenta a importância da proteção a Brees.

Palpite: San Francisco

AFC: NEW ENGLAND PATRIOTS x DENVER BRONCOS
Data: 14 de janeiro / Horário: 23h (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: Gillette Stadium, em Foxborough
Último confronto: Vitória dos Patriots (41 a 23) em 2011

O jogo: Tim Tebow fez o que ninguém esperava no último domingo, muito menos Troy Polamalu e companhia: lançou mais do que correu com a bola e garantiu a vitória nos playoffs. New England não tem a mesma defesa do Pittsburgh, mas viu de camarote o que aconteceu com os Steelers e teve uma semana para se preparar e evitar uma nova zebra, desta vez em Foxborough.

Os Patriots não têm um jogo corrido consistente, o que pode fazer com que a defesa do Denver tente sacar Tom Brady a qualquer custo, no entanto, é bom lembrar que o quarterback que os Broncos enfrentam neste sábado não está com a mobilidade comprometida como Roethlisberger estava. Além disso, Von Miller e seus companheiros têm três motivos para não avançar com tanta sede ao pote: Wes Welker, Aaron Hernandez e Rob Gronkowski. No último encontro entre as equipes, algumas semanas atrás, New England venceu por uma diferença larga, mas o que o placar esconde é que a equipe de Brady cedeu 252 jardas terrestres. Se isso voltar a acontecer e Tebow anotar o mínimo de passes necessários, de preferência sem fumbles, teremos emoções à vista.

New England vence se: Dominar o jogo corrido dos Broncos e forçar turnovers. Tom Brady, que está em ótima fase, é o tipo de jogador que precisa ser pressionado para cometer erros, mas que a qualquer descuido da defesa, encontra recebedores com facilidade. Marcar os tight ends Hernandes e Gronkowski, que juntos somam 169 recepções, 2.237 jardas e 24 touchdowns, será um desafio e tanto para a secundária do Denver – sem esquecer de Wes Welker, claro. Depois das mais de 300 jardas aéreas que Tebow impôs à defesa dos Steelers, é de se esperar que os safeties e cornerbacks dos Patriots não deem bobeira.

Denver vence se: Estabelecer o jogo corrido, Tim Tebow repetir os bons lançamentos do último domingo e se a defesa for capaz de segurar o ataque dos Patriots, principalmente quando ele chega na forma dos tight ends. Os Broncos podem responder com seus wide receivers, boa parte dos fãs da NFL viram do que eles são capazes quando a bola chega neles, mas não contam mais com o fator “surpresa”. Apesar da grande vitória contra os Steelers, Denver segue como o azarão da história.

Palpite: New England

PARTIDAS DE DOMINGO

AFC: BALTIMORE RAVENS x HOUSTON TEXANS
Data: 15 de janeiro / Horário: 16h (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: M&T Bank Stadium, em Baltimore
Último confronto: Vitória dos Ravens (29 a 14) em 2011

O jogo: Confronto de duas ótimas defesas, a segunda melhor contra a terceira, e dois grandes running backs, Arian Foster contra Ray Rice. Podemos esperar um jogo muito disputado nas trincheiras, com ambos os times tentando abrir caminhos por meio das corridas. Baltimore leva vantagem por jogar em casa e apesar do quarterback Joe Flacco não ter feito uma grande temporada, ele é o único jogador da posição a ter ido para os playoffs nos quatro primeiros anos como profissional – experiência muito superior a do calouro T.J. Yates.

Na última vez que as equipes se encontraram, Matt Schaub ainda era o titular, mas como o wide receiver Andre Johnson se contundiu durante a partida, a defesa dos Ravens pode se concentrar em Foster, que terminou o jogo com apenas 49 jardas terrestres. Baltimore segurou o ataque dos Texans e não permitiu nenhum ponto do rival nos últimos 21 minutos – a estratégia utilizada em outubro vai valer neste domingo.

Baltimore vence se: Limitar Foster e Ben Tate a poucas jardas, o que inevitavelmente coloca pressão em Yates, e estabelecer o jogo corrido com Ray Rice. Andre Johnson voltou de contusão e embora ainda não seja o mesmo wide receiver de anos anteriores, a secundária dos Ravens precisa ficar atenta, porque se existe um jogador que pode mudar o curso do jogo, além do próprio Foster, é o camisa 80 – basta a bola chegar nele. Flacco não precisa de longos passes ou touchdowns incríveis, o fundamental é que ele cuide da bola e evite turnovers.

Houston vence se: Correr a bola com sucesso, tirar a pressão dos ombros de Yates e protegê-lo dentro do pocket na hora do passe. A defesa, que faz um ótimo trabalho até aqui, terá que segurar Ray Rice e forçar turnovers para dar ao ataque uma chance de vencer. Se o jogo corrido não funcionar, e essa possibilidade existe quando se enfrenta os Ravens, o jogo fica nas mãos de Yates – ele vai precisar completar mais passes do que está acostumado.

Palpite: Baltimore

NFC: GREEN BAY PACKERS x NEW YORK GIANTS
Data: 15 de janeiro / Horário: 19h30 (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: Lambeau Field, em Wisconsin
Último confronto: Vitória dos Packers (38 a 35) em 2011

O jogo: O ataque dos Packers é 100% focado no talento e no ótimo momento que vive Aaron Rodgers. Sem a presença de um bom ataque terrestre, as jogadas do Green Bay seriam, em tese, previsíveis, mas diante das opções que Rodgers tem em seu grupo de recebedores, um dos melhores da NFL, é normal que as defesas tenham muitas dificuldades – menos a do Kansas City Chiefs. Se não puder contar com Aaron Ross, o New York Giants tem um belo problema pela frente na defesa. No ataque, os Blues têm talento e competência para fazer frente aos atuais campeões do Super Bowl.

Green Bay vence se: Rodgers tiver o mínimo de tempo necessário dentro do pocket e a defesa marcar o jogo corrido dos Giants, além de encontrar alguma maneira de parar Victor Cruz – Charles Woodson não quer saber de dança de salsa na sua endzone. O fato de Green Bay não possuir running backs consistentes não têm sido um fator determinante – a equipe vence sem isso, então é provável que o ataque continue focado nos passes. Se o camisa 12 fizer uma partida sem erros, os Packers dão um passo rumo à final da NFC.

New York vence se: Mantiver o ataque marcando pontos, estabelecer o jogo corrido e deixar Rodgers fora de ação pelo maior tempo possível. Apoiado na dupla Brandon Jacobs e Ahmad Bradshaw, New York correu para 172 jardas no domingo passado e se repetir a boa atuação, deixa Eli Manning menos pressionado para soltar o braço nos passes para Victor Cruz. A defesa vai pressionar Rodgers, ainda mais se tiver Osi Umenyiora, Justin Tuck e Jason Pierre-Paul saudável, mas é uma blitz descuidada que Rodgers antecipa o lançamento para encontrar Greg Jennings ou Donald Driver sob marcação individual. Os Giants vão sentir a ausência de Ross, mas a equipe mostrou durante a temporada que é capaz de acompanhar o ritmo dos Packers.

Palpite: Green Bay

* Texto que escrevi para o ExtraTime

Clã Harbaugh: John, Jim e Jack

No primeiro confronto da história da NFL entre técnicos irmãos, melhor para o primogênito da família. Comandado por John Harbaugh, o Baltimore Ravens dominou a guerra nas trincheiras para derrotar o San Francisco 49ers, de Jim Harbaugh, pelo placar de 16-6 na noite desta quinta-feira, pela rodada especial de Ação de Graças (feriado nos EUA). Com o resultado, Baltimore encerra a sequência de oito vitórias de San Francisco e assume a liderança isolada da AFC Norte, pelo menos até o próximo domingo.

O jogo foi marcado pela atuação das defesas, principalmente a de Baltimore, que mesmo sem Ray Lewis, sacou Alex Smith nove vezes, igualando o recorde da franquia. Ótimo trabalho na linha defensiva também contra o jogo corrido, limitando um dos melhores ataques terrestres da NFL em 74 jardas – justamente o número de jardas que o 49ers costuma ceder por partida – até então a melhor marca da liga. A secundária apareceu menos, mas bem, com uma interceptação de Lardarius Webb e quase nunca deixando os wide receivers livres a tempo de Smith lançar o passe.

No ataque do Ravens, Joe Flacco foi eficiente, cuidou da bola como um “game manager” e se mostrou decisivo – foram 12 first downs conquistados com o passe. Sem dúvidas, uma atuação discreta (161 jardas e um TD), porém, em um jogo dominado por defesas, apenas o fato de não errar às vezes é o suficiente para sair de campo vitorioso.

No caso de Smith, o erro da interceptação não foi inteiramente culpa sua. O passe foi ruim? Foi. Só fiquei surpreso com a apatia de Braylon Edwards, que sequer tentou cortar a rota de Webb ou evitar que ele interceptasse a bola. De resto, o ataque terrestre não funcionou, o ataque aéreo não foi capaz de resolver – a exemplo do que aconteceu contra o Giants, em muito devido à pressão do Ravens. A linha ofensiva jogou como um queijo suíço, mas dava para o camisa 11 soltar a bola antes de alguns sacks. Vivendo e aprendendo. No próximo domingo, San Francisco recebe o St. Louis Rams, enquanto Baltimore pega o Cleveland Browns. Veja os outros resultados do Thanksgiving Day:

Dallas vence na bacia das almas e segue na briga pela NFC Leste

Contra um adversário praticamente eliminado da briga pelos playoffs, o Cowboys não esperava encontrar tantas dificuldades diante do Dolphins. Foi preciso um field goal a três segundos do final da partida para levar a vitória por 20-19, o quarto triunfo consecutivo da franquia texana, o que a coloca na liderança da NFC Leste, um jogo à frente do New York Giants. O jogo foi tão disputado que até a cheerleader de Dallas tomou um tackle.

Green Bay atropela Detroit para continuar invicto na temporada

O que prometia ser um jogão, visto que o Lions vinha de uma emocionante vitória sobre o Panthers, virou mais um showroom de Aaron Rodgers e companhia. Como Matthew Stafford não conseguiu repetir sua última atuação, Green Bay construiu uma boa vantagem de 24-0 até o 3° quarto e administrou o jogo, vencido no final pelo placar de 27-15. Desta forma, o Packers está quase garantido matematicamente nos playoffs e segue invicto há 17 jogos seguidos (contando a temporada passada). O fato lamentável do dia foi a expulsão de Ndamukong Suh, após pisar em Evan Dietrich-Smith (assista abaixo). Suh é um bom jogador, mas está indo longe demais.

Foto do post: Nick Wass, AP.

Nove semanas passadas, o Green Bay Packers reina absoluto na NFL. Com oito vitórias e nenhuma derrota, os atuais campeões lideram com uma certa folga a divisão e seguem fortes rumo ao bicampeonato do Super Bowl. Favoritismos à parte, equipes como San Francisco 49ers, Buffalo Bills, Cincinnati Bengals e Detroit Lions têm surpreendido até aqui e vão brigar por uma vaga nos playoffs. Se a temporada acabasse hoje, o Philadelphia Eagles, chamado de “Dream Team”, ficaria de fora. Veja abaixo como está a corrida pela pós-temporada:

Conferência Americana
AFC Leste: New England Patriots (5-3)
AFC Norte: Cincinnati Bengals (6-2)
AFC Sul: Houston Texans (6-3)
AFC Oeste: San Diego Chargers (4-4)
Wild card: Baltimore Ravens (6-2)
Wild card: Pittsburgh Steelers (6-3)

Conferência Nacional
NFC Leste: New York Giants (6-2)
NFC Norte: Green Bay Packers (8-0)
NFC Sul: New Orleans Saints (6-3)
NFC Oeste: San Francisco 49ers (7-1)
Wild card: Detroit Lions (6-2)
Wild card: Chicago Bears (5-3)

Como seriam os confrontos de wild card
AFC: Baltimore at San Diego
AFC: Pittsburgh at New England
NFC: Detroit at New Orleans
NFC: Chicago at New York

Se no Sunday Night Football, sobraram pontos e touchdowns, eles estiveram em falta na noite da última segunda-feira. Em uma partida morna e sem grandes emoções, o Jacksonville Jaguars conquistou a sua segunda vitória na temporada ao bater o Baltimore Ravens por incríveis 12 a 7. No caso do Jaguars, a maior vitória mesmo foi encher de novo o estádio com mais de 62 mil torcedores e ter o jogo transmitido pela TV para a cidade – uma dor de cabeça frequente para os donos da franquia da Flórida.

Jacksonville não fez a melhor das suas partidas, mas a defesa esteve irretocável, permitindo apenas 171 jardas do ataque irreconhecível de Baltimore, além de forçar dois fumbles, interceptar Joe Flacco quando ele tentava virar a maré e não permitir nenhum first down durante o 1° tempo inteiro. Já o ataque não tem muito do que se gabar, Blaine Gabbert completou nove passes para 94 jardas e Maurice Jones-Drew, apesar das 105 jardas corridas, deixou a batata cair três vezes. Os parabéns da noite vão para o kicker Josh Scobee, que acertou quatro field goals e garantiu a vitória.

Na próxima rodada, o Jaguars faz uma visita ao Houston Texans, ou seja, aproveitem esses dias porque domingo é dia de levar chumbo. O Ravens faz as honras de anfitrião para o Arizona Cardinals, um time que ainda não se encontrou na temporada. Baltimore precisa dessa vitória para empatar as coisas na AFC Norte, visto que o Pittsburgh Steelers, seu rival mais que direto, tem um confronto indigesto com o New England Patriots.

Para ver os melhores momentos da partida, clique aqui, e galeria de fotos, aqui.