Archive for the ‘Cowboys’ Category

Passou rápido e já acabou. Sim, a temporada regular da NFL se encerrou ontem e a partir de agora são playoffs: quem perder, volta para casa; quem ganhar, segue rumo ao Super Bowl. Bengals e Broncos, que estavam mais perto das vagas restantes na AFC, garantiram suas passagens, enquanto na NFC, o Giants venceu o Cowboys pela segunda vez na temporada e não quis saber de férias adiantadas.

NY Giants 31, Dallas 14 (Leia mais)
No duelo pelo título da NFC Leste e última vaga da NFC, o Giants dominou o jogo e mandou o Cowboys de volta para o Texas. Eli Manning esteve bem pela segunda vez na temporada contra Dallas e comandou a equipe novaiorquina rumo aos playoffs. No 1° tempo, a partida parecia terminada depois que os blues abriram 21 a 0. Os texanos responderam no 2° tempo com dois touchdowns, apertaram o placar em 21 a 14, mas não foram capazes de empatar o jogo e ainda viram o Giants ampliar a vantagem em dez pontos. Tony Romo, com a mão ainda inchada, não foi bem, lançou uma interceptação e sofreu um fumble, já no final da partida, decretando a derrota. Com o resultado, New York vai adianta e recebe o Falcons na próxima semana.

Green Bay 45, Detroit 41 (Leia mais)
Jogo entre duas equipes classificadas para a próxima fase significa jogo de comadres, certo? Errado. Packers e Lions fizeram uma partida com jeito de college football: mil jardas aéreas! Detalhe: Aaron Rodgers não jogou. O camisa 12 foi poupado, mas nem por isso deixou de ter o seu papel na vitória de Green Bay. Rodgers chamou boa parte das jogadas durante o 1° tempo e foi peça fundamental para a atuação de gala de Matt Flynn. Em sua segunda partida como titular, Flynn lançou para 480 jardas e seis touchdowns, recorde para a franquia. No Lions, Matthew Stafford fechou a temporada com estilo, apesar da derrota, chegando às 5.038 jardas e 41 touchdowns. Green Bay descansa na primeira rodada, enquanto Detroit tem um duro teste fora de casa contra o Saints. Em tempo, a arbitragem afanou um TD do Lions, que não desafiou a jogada porque não tinha mais desafios.

New England 49, Buffalo 21 (Leia mais)
O Patriots gosta de desafios. Depois de sair perdendo por 24 a 0 na última semana contra o Dolphins, New England viu Buffalo marcar 21 pontos só no 1° quarto de jogo na tarde de ontem, para em seguida anotar 49 pontos e acabar com a farra do Bills. Com as 338 jardas lançadas, Tom Brady chega a 5.235 e também passa a marca de Dan Marino. Pela primeira vez na NFL, temos três quarterbacks com mais de cinco mil jardas na mesma temporada, com o detalhe de que Eli Manning chegou perto, parando nas 4.933 jardas. Bom, New England garantiu o primeiro posto da AFC, vê a primeira rodada do sofá e espera para quem enfrenta na semifinal.

Miami 19, NY Jets 17 (Leia mais)
A classificação do Jets para os playoffs dependia de uma série de combinações de resultados, além da própria vitória do time. Era improvável que acontecesse, mas se New York perde para Miami, de que adianta? A derrota final serve para colocar de vez em dúvida se Mark Sanchez é ou não o quarterback titular desse time. O Jets poderia ter saído de campo com a vitória e por mais que não conseguisse a vaga, fechava a temporada de maneira honrosa, mas as três interceptações do camisa 6 resultou em três field goals do Dolphins – e aí, complica o negócio. Rex Ryan terá um bom tempo para pensar no que fazer para mudar o Jets e, principalmente, Sanchez melhorar. Já se foram três anos.

Veja todos os resultados da Semana 17 da NFL:

* DOMINGO, 1 DE JANEIRO
Tennessee 23, Houston 22
Jacksonville 19, Indianapolis 13
Chicago 17, Minnesota 13
New Orleans 45, Carolina 17
Philadelphia 34, Washington 10
San Francisco 34, St. Louis 27
Arizona 23, Seattle 20
Atlanta 45, Tampa Bay 24
Baltimore 24, Cincinnati 16
Pittsburgh 13, Cleveland 9
Kansas City 7, Denver 3
San Diego 38, Oakland 26

Foto do post: AP.

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Antes iniciar os pitacos da rodada, vejam o touchdown do Cincinnati Bengals (foto acima – clique aqui para ver o vídeo). É desconcertante para o defensor do Arizona Cardinals, que não esperava a jogada – entra fácil para o top 5 da temporada. De resto, teve gente se garantindo nos playoffs, teve calouro dando show e tem briga na NFC Leste.

Detroit 38, San Diego 10 (Leia mais)
Detroit é uma cidade famosa por sua indústria automobilística e deu mostras disso ao San Diego Chargers. A equipe da Califórnia não teve tempo de anotar a placa do caminhão que o atropelou ontem, véspera de Natal, e tirou a equipe da briga pelos playoffs. De quebra, o Lions garantiu a sua vaga e volta à elite da NFL, o que não conseguia desde 1999. Destaque para Matthew Stafford, que fez a melhor partida da temporada: 29/36, 373 jardas, três TDs e um ótimo rating de 137.

Carolina 48, Tampa Bay 16 (Leia mais)
O Panthers apenas cumpre tabela, mas isso não impede o garoto Cam Newton de mostrar seu talento e provar para os críticos que ele veio para ficar. Com as 171 jardas de ontem, o quarterback de 22 anos quebrou o recorde de mais jardas lançadas em uma temporada como calouro, que até então pertencia a Peyton Manning. Além da nova marca, Newton ainda lançou um touchdown de 93 jardas, o mais longo na história da equipe, e correu para outro de 49 jardas. Sua segunda temporada promete.

NY Giants 29, NY Jets 14 (Leia mais)
Como diz uma das pérolas do nosso futebol, clássico é clássico e vice-versa. Giants e Jets entraram em campo precisando da vitória para seguirem vivos na briga pelos playoffs. Mesmo com a inconsistência de Mark Sanchez, que lançou duas interceptações, o Jets esteve no jogo até meados do 4° quarto e poderia ter vencido se tivesse um quarterback mais confiável no lugar do camisa 6. Alheio aos erros do rival, o Giants soube como tirar proveito disso e venceu, com direito a um belo touchdown de 99 jardas de Victor Cruz.

Philadelphia 20, Dallas 7 (Leia mais)
A vitória do Giants eliminou o Eagles dos playoffs, mas nem por isso a equipe diminuiu o ritmo e bateu o Cowboys fora de casa. Verdade seja dita, Dallas perdeu parte de sua força com as saídas de Tony Romo e Felix Jones, contundidos, e simplesmente não conseguiu acompanhar o ritmo de Michael Vick e companhia, principalmente sem seus melhores corredores. A franquia texana joga o clássico de vida e morte com o New York Giants: quem vencer, vai aos playoffs; quem perder, dá adeus à temporada. Teremos um jogão.

Veja os outros resultados da Semana 16 da NFL:

* QUINTA-FEIRA, 22 DE DEZEMBRO
Indianapolis 19, Houston 16

* SÁBADO, 24 DE DEZEMBRO
Baltimore 20, Cleveland 14
Buffalo 40, Denver 14
Cincinnati 23, Arizona 16
Oakland 16, Kansas City 13
New England 27, Miami 24
Pittsburgh 27, St. Louis 0
Tennessee 23, Jacksonville 7
Minnesota 33, Washington 26
San Francisco 19, Seattle 17

* DOMINGO, 25 DE DEZEMBRO
Chicago at Green Bay (ESPN às 23h20)

* SEGUNDA-FEIRA, 26 DE DEZEMBRO
Atlanta at New Orleans (ESPN às 23h30)

Foto do post: Darron Cummings, AP.

O Cowboys precisava da vitória para manter o sonho dos playoffs e não foi necessário mais do que 30 minutos para garantir o triunfo sobre o Tampa Bay Buccaneers por 31-15 na noite de ontem – edição especial do “Thursday” Night Football. Embora a recepção do primeiro touchdown seja polêmica – eu não acho que Miles Austin estava na endzone no momento que conquista o controle da bola (foto acima), Dallas dominou o jogo no 1° tempo e foi para os vestiários com 28-0 no placar, a maior vantagem da franquia em um jogo fora de casa desde 1994.

Ótima partida de Tony Romo, que vem jogando bem nas últimas semanas, mesmo com as derrotas contra Cardinals e Giants. O torcedor não tem o reclamar do camisa 9, ele está fazendo uma boa temporada e até aqui, são 29 TDs e nove interceptações. A boa “surpresa” da noite, se é que podemos chamar de surpresa, foi Felix Jones. Com 108 jardas em 22 corridas (média de quase cinco jardas por tentativa), o running back supriu bem a ausência de DeMarco Murray, contundido.

Na equipe de Tampa Bay, é difícil destacar algum lado positivo. A equipe chegou a esboçar uma reação no 3° quarto, mas ainda precisaria de dois touchdowns e duas conversões de 2 pontos em pouco menos de 15 minutos para igualar o placar. Josh Freeman jogou pouco, empolgou com uma corrida de 25 jardas no início da partida, se empolgou e sofreu o fumble na segunda tentativa. Com oito derrotas consecutivas e a lanterna da divisão, o Bucs já mira 2012 e não seria estranho se a mudança para o ano que vem começar pelo técnico. Vale lembrar que Raheem Morris esteve na corda bamba na última semana.

Para ver os melhores momentos da partida, clique aqui.

Foto do post: Brian Blanco, AP.

Em primeiro lugar, peço desculpas pelos poucos posts ultimamente, mas antecipo que é por uma boa causa. Desde o início de dezembro, estou envolvido em um projeto, de certa forma pioneiro no Brasil, que deve estrear em 2012 – logo, o mundo não pode acabar ano que vem. Trata-se do primeiro site totalmente voltado para esportes americanos: NFL, MLB, NBA e NHL. Aguardem mais informações.

NY Giants 37, Dallas 34 (Leia mais)
O Giants estava colado no Cowboys antes da Semana 14, vide a foto do post. Estava, porque a equipe da Big Apple derrotou o rival de divisão na noite de domingo e assumiu a liderança da sempre disputada NFC Leste. Os dois times estão empatados em 7-6 e ainda tem um confronto marcado para a última rodada, no Texas. Alguém tem dúvidas de que vai valer a vaga nos playoffs? Dallas e New York jogaram muito e quase levaram o jogo para a prorrogação – pior para o Cowboys, que teve um field goal bloqueado e a vantagem na ponta perdida.

Denver 13, Chicago 10 (Leia mais)
Aconteceu de novo. O Tebow Time, que motivou até um estudo de alunos de Harbard, fez mais uma vítima na NFL: Chicago. A equipe do Broncos não fez absolutamente nada durante 55 minutos da etapa regulamentar, mas com 4 minutos no relógio, decidiu virar o jogo. Levou a partida para a prorrogação e pela 6ª vez consecutiva, venceu o adversário na bacia das almas. Falem o que quiser de Tim Tebow, só lembrem que o time está 8-5 e atualmente lidera a AFC Oeste – mesmo com as dúvidas no que diz respeito ao futuro de Tebow à frente da franquia.

Green Bay 46, Oakland 16 (Leia mais)
Daqui em diante, a não ser que o Packers tire o pé do acelerador, como fez o New Orleans Saints em 2009, a equipe de Wisconsin deve terminar a temporada regular sem saber o que é perder. E para fechar com chave de ouro, tem uma chance razoável de quebrar o recorde de melhor ataque da história da NFL, superando os 589 pontos marcados pelo New England Patriots em 2009 – Green Bay soma 466 até agora, tem uma média de 35 por jogo, podendo chegar a 571 com as três partidas restantes. Sobre o jogo, o Raiders está de parabéns por não permitir que Aaron Rodgers terminasse o jogo com um rating acima de 100 – é a primeira vez que isso acontece na temporada.

Veja os outros resultados da Semana 14 da NFL:

* QUINTA-FEIRA, 8 DE DEZEMBRO
Pittsburgh 13, Cleveland 3

* DOMINGO, 11 DE DEZEMBRO
Baltimore 24, Indianapolis 10
Atlanta 31, Carolina 23
Houston 20, Cincinnati 19
Detroit 34, Minnesota 28
Jacksonville 41, Tampa Bay 14
Philadelphia 26, Miami 10
NY Jets 37, Kansas City 10
New Orleans 22, Tennessee 17
New England 34, Washington 27
Arizona 21, San Francisco 19
San Diego 37, Buffalo 10

* SEGUNDA-FEIRA, 12 DE DEZEMBRO
Seattle 30, St. Louis 13

Foto do post: Jose Yau, AP.

Clã Harbaugh: John, Jim e Jack

No primeiro confronto da história da NFL entre técnicos irmãos, melhor para o primogênito da família. Comandado por John Harbaugh, o Baltimore Ravens dominou a guerra nas trincheiras para derrotar o San Francisco 49ers, de Jim Harbaugh, pelo placar de 16-6 na noite desta quinta-feira, pela rodada especial de Ação de Graças (feriado nos EUA). Com o resultado, Baltimore encerra a sequência de oito vitórias de San Francisco e assume a liderança isolada da AFC Norte, pelo menos até o próximo domingo.

O jogo foi marcado pela atuação das defesas, principalmente a de Baltimore, que mesmo sem Ray Lewis, sacou Alex Smith nove vezes, igualando o recorde da franquia. Ótimo trabalho na linha defensiva também contra o jogo corrido, limitando um dos melhores ataques terrestres da NFL em 74 jardas – justamente o número de jardas que o 49ers costuma ceder por partida – até então a melhor marca da liga. A secundária apareceu menos, mas bem, com uma interceptação de Lardarius Webb e quase nunca deixando os wide receivers livres a tempo de Smith lançar o passe.

No ataque do Ravens, Joe Flacco foi eficiente, cuidou da bola como um “game manager” e se mostrou decisivo – foram 12 first downs conquistados com o passe. Sem dúvidas, uma atuação discreta (161 jardas e um TD), porém, em um jogo dominado por defesas, apenas o fato de não errar às vezes é o suficiente para sair de campo vitorioso.

No caso de Smith, o erro da interceptação não foi inteiramente culpa sua. O passe foi ruim? Foi. Só fiquei surpreso com a apatia de Braylon Edwards, que sequer tentou cortar a rota de Webb ou evitar que ele interceptasse a bola. De resto, o ataque terrestre não funcionou, o ataque aéreo não foi capaz de resolver – a exemplo do que aconteceu contra o Giants, em muito devido à pressão do Ravens. A linha ofensiva jogou como um queijo suíço, mas dava para o camisa 11 soltar a bola antes de alguns sacks. Vivendo e aprendendo. No próximo domingo, San Francisco recebe o St. Louis Rams, enquanto Baltimore pega o Cleveland Browns. Veja os outros resultados do Thanksgiving Day:

Dallas vence na bacia das almas e segue na briga pela NFC Leste

Contra um adversário praticamente eliminado da briga pelos playoffs, o Cowboys não esperava encontrar tantas dificuldades diante do Dolphins. Foi preciso um field goal a três segundos do final da partida para levar a vitória por 20-19, o quarto triunfo consecutivo da franquia texana, o que a coloca na liderança da NFC Leste, um jogo à frente do New York Giants. O jogo foi tão disputado que até a cheerleader de Dallas tomou um tackle.

Green Bay atropela Detroit para continuar invicto na temporada

O que prometia ser um jogão, visto que o Lions vinha de uma emocionante vitória sobre o Panthers, virou mais um showroom de Aaron Rodgers e companhia. Como Matthew Stafford não conseguiu repetir sua última atuação, Green Bay construiu uma boa vantagem de 24-0 até o 3° quarto e administrou o jogo, vencido no final pelo placar de 27-15. Desta forma, o Packers está quase garantido matematicamente nos playoffs e segue invicto há 17 jogos seguidos (contando a temporada passada). O fato lamentável do dia foi a expulsão de Ndamukong Suh, após pisar em Evan Dietrich-Smith (assista abaixo). Suh é um bom jogador, mas está indo longe demais.

Foto do post: Nick Wass, AP.

Hello, Dream Team! Goodbye, America’s Team! O clássico da NFC Leste prometia ser um jogão, pena que só um time apareceu para jogar. Apoiado nas boas atuações de Michael Vick e, principalmente, do running back LeSean McCoy, o Philadelphia Eagles dominou o jogo e o Dallas Cowboys desde o início para vencer o Sunday Night Football pelo placar de 34-7. Mentira, Dallas decidiu jogar no meio do 4° quarto. Tudo bem que acompanhamos viradas incríveis na temporada, mas essa era pedir demais.

Vick se recuperou das últimas atuações irregulares e esteve impecável na noite de ontem: conectou 75% dos passes para 279 jardas, anotou dois TDs e correu para mais 50 jardas. O estrago poderia ter sido ainda maior se não fosse pelos quatro sacks de DeMarcus Ware – justiça seja feita, o camisa 94 fez o que dava para segurar Vick, só não viu que as blitzes de Dallas abririam avenidas para McCoy em algumas jogadas. O terceiro anista correu para dois touchdowns e 185 jardas, a melhor marca da carreira, e caminha a passos largos para ter sua melhor temporada.

Entre os texanos, podemos dizer que nada deu certo. É bom Rob Ryan rever a fita do jogo, porque exceção feita a Ware, que é um monstro fora de série, sua defesa foi completamente dominada pelo Eagles. Também seria conveniente parar com o “trash talk” antes dos jogos, já que suas previsões de vitórias não andam acontecendo. O ataque mostrou serviço quando a partida estava completamente perdida, Tony Romo penou com quatro sacks e DeMarco Murray não repetiu as 253 jardas que correu contra o Rams – o que era meio óbvio.

Com o resultado de ontem, a classificação embolou de vez na divisão. O New York Giants lidera com 5-2, mas atrás dos novaiorquinos, Cowboys, Redskins e Eagles aparecem empatados com 3-4. Como a concorrência por uma vaga de wild card não está fácil, com Lions, Buccaneers e Falcons com campanhas melhores que o trio da NFC Leste, a situação pode se resumir a título de divisão ou nada. No próximo domingo, só o NY Giants joga fora de casa, contra o Patriots. Dallas recebe Seattle, Philadelphia encara Chicago e Washington pega San Francisco.

Para ver os melhores momentos da partida, clique aqui, e galeria de fotos, aqui.

Foto do post: Tim Shaffer, Reuters.

Tony Romo é um caso de amor e ódio entre torcedores do Dallas Cowboys – incluindo nessa patota o meu querido amigo Caio Fernandes. Enquanto alguns amam Romo e outros o odeiam, a maioria vive dividida nessa linha tênue sobre o que pensar do quarterback do “America’s Team”. Afinal, quem é o camisa 9? É o cara que vence um jogo sozinho, como fez em San Francisco, e pode liderar Dallas ao Super Bowl ou é o cara que arruina uma partida ganha, como fez contra Detroit, e arrasta o time ladeira abaixo?

Ele é os dois, para tristeza da massa caubói. Mas há quem não aguente mais isso, perguntem a Deion Sanders. Bicampeão do Super Bowl e mais novo integrante do Hall da Fama, o ex-cornerback do Cowboys não poupou críticas a Romo (assista ao vídeo) e afirmou que mesmo sendo um bom quarterback em termos de números, Romo não é confiável e nem é o cara certo para levar Dallas ao Super Bowl.

“Os torcedores do Dallas Cowboys estão cansados disso. Nós o carregamos nos ombros na semana passada aos gritos de ‘Oh Tony, você é nosso rei’. Mas agora nós queremos apedrejá-lo. Falando sério, essa é a forma como a torcida se sente em relação a ele porque não pode confiar nele.”

O que eu acho de Romo? Até o momento, ele faz uma campanha razoável, com sete touchdowns, cinco interceptações e 1.273 jardas, e é o que tem para hoje em Dallas. A não ser que a franquia texana faça milagres para recrutar um quarterback como Andrew Luck, provável 1ª escolha do próximo Draft, o único caminho viável é confiar no camisa 9 (o veterano Jon Kitna não é uma opção). Romo é um bom jogador e muitas franquias que enfrentam uma instabilidade na posição gostariam de tê-lo, como o Jets, Broncos e Dolphins. Ele só tem o azar de jogar no Texas, o estado mais fanático por futebol americano nos EUA.