New York Giants campeão do Super Bowl

Posted: 08/02/2012 in Giants, Patriots, Super Bowl

Como vocês podem ver, este post está um pouco atrasado com relação ao resultado do Super Bowl XLVI, disputado no último domingo. Por conta dos especiais que fiz para o ExtraTime, não tive tempo de atualizar este espaço com regularidade, então vamos abordar os principais capítulos da grande decisão da NFL.

Um Super Bowl sem espaço para zebras

É isso mesmo. Independente do campeão, não seria zebra. O cenário para este Super Bowl era muito diferente do de quatro anos atrás. New York sofreu um bocado para garantir sua classificação? Sim, mas assim que venceu o Atlanta Falcons no MetLife Stadium, o time cresceu na hora certa e na sequência, tirou Green Bay Packers e San Francisco 49ers da briga, sempre liderado por Eli Manning. No Patriots, dono da melhor campanha da AFC, a maior incógnita era a condição de jogo do tight end Rob Gronkowski, lesionado na final de conferência contra Baltimore.

Em um duelo entre duas das piores defesas da NFL, foram elas que, curiosamente, ditaram o ritmo da final. Até os momentos finais do jogo, foram poucas jogadas explosivas de ataque, se não me engano, apenas uma para mais de 20 jardas: recepção para 21 jardas de.. Chad Ochocinco! Sem Grownkowski 100% e sem um jogo corrido consistente, New England teve que concentrar seu ataque em Tom Brady, principalmente nos passes para Wes Welker e Aaron Hernandez.

Ainda no ataque, duas coisas não são muito fáceis de entender. Primeiro, como Brady, um quarterback experiente, foi capaz de cometer uma falta dentro de sua endzone (intentional grounding), cometendo o safety. E segundo, por que forçar o passe longo para Gronkowski, visivelmente sem as melhores condições de jogo, e acabar interceptado? Welker e Deion Branch deixaram a bola cair em momentos vitais da decisão, mas o camisa 12 não passa impune pela derrota – a segunda da franquia para o Giants e para Eli. A defesa fez um bom trabalho ao limitar o Giants a dois field goals no 3° quarto, mas foi obrigada a abrir a porteira no final para o touchdown de Ahmad Bradshaw e ter assim mais tempo para trabalhar em uma possível virada – em vão.

New York venceu com uma ótima atuação de Manning, escolhido como MVP da partida, mas teve alguns heróis “disfarçados”. Entre eles, Chase Blackburn, linebacker que interceptou Brady, e o punter Steve Weatherford, que mandou três punts entre a linha de 20 jardas e a endzone, o que obrigava o Patriots a começar sua campanha em uma posição de campo para lá de desconfortável. Com passes precisos nas horas certas, Eli teve a bola na mão para definir o jogo e foi o que fez, pela terceira vez consecutiva contra New England. O irmão mais novo de Peyton comandou a equipe novaiorquina por 88 jardas e virou o jogo para 21 a 17com o touchdown de Bradshaw. No minuto seguinte, o último do Super Bowl XLIV, a defesa conteve o adversário, inclusive sacando Brady (déjà vu do Super Bowl XLIV?), e garantiu o título para a Big Apple.

VEJA TAMBÉM: Assista aos melhores momentos da partida aqui

Comecem a moldar o busto de Eli Manning

Em sua melhora temporada da carreira, é justo dizer que Eli Manning começa a escrever seu nome entre os grandes quarterbacks da NFL, ao lado do nome do irmão, mais famoso e considerado mais talentoso, Peyton. Escolhido duas vezes como o melhor jogador em campo, o jogador entra para o seleto grupo de QBs que foram MVPs em mais de uma edição do Super Bowl: Joe Montana, Tom Brady, Bart Starr e Terry Bradshaw. Só tem lenda nessa roda. O segundo anel garante a entrada para o Hall da Fama da NFL? Possivelmente, embora Kurt Warner não concorde. Ele já possui os títulos necessários, está fazendo história no maior mercado esportivo dos EUA (Nova York) e tudo indica que deve continuar jogando bem na próxima temporada, embora seja esperado que o nível na NFC Leste suba, com Dallas e Philadelphia dispostos a travar uma bela briga.

Show do intervalo

Não é qualquer um que se apresenta no show do intervalo. Com uma produção impecável – como sempre é no Super Bowl, Madonna fez bom uso dos pouco mais de dez minutos de show e levantou o público no Lucas Oil Stadium. Alternando músicas clássicas de sua carreira, como “Vogue” e “Like a Prayer”, com o novo single “Gimme All Your Luvin” e outros hits atuais, mas que não são dela, ela ainda contou com a participação do grupo LMFAO, de M.I.A., Nicki Minaj e Cee Lo Green. Destaque para o final da apresentação, com a mensagem “World Peace” no gramado. Não demorou para as brincadeiras com o novo nome de Ron Artest (Metta World Peace) surgirem nas redes sociais. Reveja o show aqui. O ponto baixo ficou por conta do playback utilizado pela cantora em alguns momentos. Para ver os comerciais, show à parte no intervalo, clique aqui.

Giants Parade: não se fala “elite” sem falar E-L-I

Nova York recebe seus heróis esportivos da mesma forma há quase um século. Na terça-feira, os Blues repetiram o gesto de 2004 e participaram do tradicional desfile dos campeões, saindo do Battery Park, ao sul da ilha de Manhattan, em direção à prefeitura da cidade pela Av. Broadway, onde ocorre a festa de papéis picados. O prefeito da cidade, Michael Bloomberg, não economizou elogios em seu discurso: “Eu pergunto a vocês: Quais são as três primeiras letras de ‘elite’? ELI! E quais as três letras que vem depois do nome de Eli? MVP! MVP! MVP!”.

A declaração de Gisele e o exagero da imprensa

Momentos depois do jogo, a modelo brasileira Gisele Bündchen foi vista reclamando dos companheiros de Brady, mas sem mencionar nomes. No vídeo, é possível ouvir Gisele dizendo que o marido não pode lançar e receber a bola ao mesmo tempo, e que os recebedores devem fazer aquilo que são designados para fazer, agarrar a bola – o que podemos considerar como clara referência aos erros de Welker e Branch no final do jogo. Era a deixa que boa parte da imprensa especializada em fofocas precisava.

Em questão de horas, a modelo virou pivô de uma discussão que tomou uma repercussão exagerada, especialmente no Brasil, com direito a nota até em jornais da Globo (com correspondente de Nova York e tudo mais). Ela não falou nenhuma mentira e nem disse para a imprensa, como deram a entender algumas notícias que saíram por aí, mas mesmo assim, foi duramente criticada por jornais americanos e jogadores dos Giants. Isso, dos rivais do Patriots. Gisele acabou sendo vítima da própria fama e do oportunismo alheio. Discussão besta pacas.

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