Casa nova!

Posted: 07/01/2013 in NFL

Este blog está com as atividades encerradas e de mudança para o Quinta Descida.

Como vocês podem ver, este post está um pouco atrasado com relação ao resultado do Super Bowl XLVI, disputado no último domingo. Por conta dos especiais que fiz para o ExtraTime, não tive tempo de atualizar este espaço com regularidade, então vamos abordar os principais capítulos da grande decisão da NFL.

Um Super Bowl sem espaço para zebras

É isso mesmo. Independente do campeão, não seria zebra. O cenário para este Super Bowl era muito diferente do de quatro anos atrás. New York sofreu um bocado para garantir sua classificação? Sim, mas assim que venceu o Atlanta Falcons no MetLife Stadium, o time cresceu na hora certa e na sequência, tirou Green Bay Packers e San Francisco 49ers da briga, sempre liderado por Eli Manning. No Patriots, dono da melhor campanha da AFC, a maior incógnita era a condição de jogo do tight end Rob Gronkowski, lesionado na final de conferência contra Baltimore.

Em um duelo entre duas das piores defesas da NFL, foram elas que, curiosamente, ditaram o ritmo da final. Até os momentos finais do jogo, foram poucas jogadas explosivas de ataque, se não me engano, apenas uma para mais de 20 jardas: recepção para 21 jardas de.. Chad Ochocinco! Sem Grownkowski 100% e sem um jogo corrido consistente, New England teve que concentrar seu ataque em Tom Brady, principalmente nos passes para Wes Welker e Aaron Hernandez.

Ainda no ataque, duas coisas não são muito fáceis de entender. Primeiro, como Brady, um quarterback experiente, foi capaz de cometer uma falta dentro de sua endzone (intentional grounding), cometendo o safety. E segundo, por que forçar o passe longo para Gronkowski, visivelmente sem as melhores condições de jogo, e acabar interceptado? Welker e Deion Branch deixaram a bola cair em momentos vitais da decisão, mas o camisa 12 não passa impune pela derrota – a segunda da franquia para o Giants e para Eli. A defesa fez um bom trabalho ao limitar o Giants a dois field goals no 3° quarto, mas foi obrigada a abrir a porteira no final para o touchdown de Ahmad Bradshaw e ter assim mais tempo para trabalhar em uma possível virada – em vão.

New York venceu com uma ótima atuação de Manning, escolhido como MVP da partida, mas teve alguns heróis “disfarçados”. Entre eles, Chase Blackburn, linebacker que interceptou Brady, e o punter Steve Weatherford, que mandou três punts entre a linha de 20 jardas e a endzone, o que obrigava o Patriots a começar sua campanha em uma posição de campo para lá de desconfortável. Com passes precisos nas horas certas, Eli teve a bola na mão para definir o jogo e foi o que fez, pela terceira vez consecutiva contra New England. O irmão mais novo de Peyton comandou a equipe novaiorquina por 88 jardas e virou o jogo para 21 a 17com o touchdown de Bradshaw. No minuto seguinte, o último do Super Bowl XLIV, a defesa conteve o adversário, inclusive sacando Brady (déjà vu do Super Bowl XLIV?), e garantiu o título para a Big Apple.

VEJA TAMBÉM: Assista aos melhores momentos da partida aqui

Comecem a moldar o busto de Eli Manning

Em sua melhora temporada da carreira, é justo dizer que Eli Manning começa a escrever seu nome entre os grandes quarterbacks da NFL, ao lado do nome do irmão, mais famoso e considerado mais talentoso, Peyton. Escolhido duas vezes como o melhor jogador em campo, o jogador entra para o seleto grupo de QBs que foram MVPs em mais de uma edição do Super Bowl: Joe Montana, Tom Brady, Bart Starr e Terry Bradshaw. Só tem lenda nessa roda. O segundo anel garante a entrada para o Hall da Fama da NFL? Possivelmente, embora Kurt Warner não concorde. Ele já possui os títulos necessários, está fazendo história no maior mercado esportivo dos EUA (Nova York) e tudo indica que deve continuar jogando bem na próxima temporada, embora seja esperado que o nível na NFC Leste suba, com Dallas e Philadelphia dispostos a travar uma bela briga.

Show do intervalo

Não é qualquer um que se apresenta no show do intervalo. Com uma produção impecável – como sempre é no Super Bowl, Madonna fez bom uso dos pouco mais de dez minutos de show e levantou o público no Lucas Oil Stadium. Alternando músicas clássicas de sua carreira, como “Vogue” e “Like a Prayer”, com o novo single “Gimme All Your Luvin” e outros hits atuais, mas que não são dela, ela ainda contou com a participação do grupo LMFAO, de M.I.A., Nicki Minaj e Cee Lo Green. Destaque para o final da apresentação, com a mensagem “World Peace” no gramado. Não demorou para as brincadeiras com o novo nome de Ron Artest (Metta World Peace) surgirem nas redes sociais. Reveja o show aqui. O ponto baixo ficou por conta do playback utilizado pela cantora em alguns momentos. Para ver os comerciais, show à parte no intervalo, clique aqui.

Giants Parade: não se fala “elite” sem falar E-L-I

Nova York recebe seus heróis esportivos da mesma forma há quase um século. Na terça-feira, os Blues repetiram o gesto de 2004 e participaram do tradicional desfile dos campeões, saindo do Battery Park, ao sul da ilha de Manhattan, em direção à prefeitura da cidade pela Av. Broadway, onde ocorre a festa de papéis picados. O prefeito da cidade, Michael Bloomberg, não economizou elogios em seu discurso: “Eu pergunto a vocês: Quais são as três primeiras letras de ‘elite’? ELI! E quais as três letras que vem depois do nome de Eli? MVP! MVP! MVP!”.

A declaração de Gisele e o exagero da imprensa

Momentos depois do jogo, a modelo brasileira Gisele Bündchen foi vista reclamando dos companheiros de Brady, mas sem mencionar nomes. No vídeo, é possível ouvir Gisele dizendo que o marido não pode lançar e receber a bola ao mesmo tempo, e que os recebedores devem fazer aquilo que são designados para fazer, agarrar a bola – o que podemos considerar como clara referência aos erros de Welker e Branch no final do jogo. Era a deixa que boa parte da imprensa especializada em fofocas precisava.

Em questão de horas, a modelo virou pivô de uma discussão que tomou uma repercussão exagerada, especialmente no Brasil, com direito a nota até em jornais da Globo (com correspondente de Nova York e tudo mais). Ela não falou nenhuma mentira e nem disse para a imprensa, como deram a entender algumas notícias que saíram por aí, mas mesmo assim, foi duramente criticada por jornais americanos e jogadores dos Giants. Isso, dos rivais do Patriots. Gisele acabou sendo vítima da própria fama e do oportunismo alheio. Discussão besta pacas.

O quarterback do Green Bay Packers, Aaron Rodgers, conquistou na noite deste sábado o prêmio de MVP da temporada, Most Valuable Player (jogador mais valioso), na primeira cerimônia de premiação organizada pela NFL, realizada em Indianápolis. Dos 50 votos possíveis, o camisa 12 recebeu 48 – os outros dois foram para Drew Brees, quarterback do New Orleans Saints. Rodgers agradeceu os companheiros de time, disse estar “honrado” e ao receber o troféu das mãos de Peyton Manning, afirmou que “todos estão empolgados para vê-lo (Peyton) em campo”.

Em 2011/2012, o quarterback fez a melhor temporada de sua carreira, lançando para 4.643 jardas, 45 touchdowns e apenas seis interceptações, terminando com rating de 122,5 – recorde na NFL. Green Bay ficou em primeiro na liga, com 15 vitórias e uma derrota, mas acabou eliminado dos playoffs pelo New York Giants.

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Entre os prêmios mais aguardados da noite, Drew Brees venceu como melhor jogador de ataque e Terrell Suggs como melhor jogador na defesa. Cam Newton e Von Miller, escolhas n° 1 e n° 2, respectivamente, do último Draft, foram eleitos os melhores calouros do ano. Jim Harbaugh, do San Francisco 49ers, foi eleito o melhor técnico com 45 votos. No quesito “volta por cima”, Matthew Stafford, quarterback do Detroit Lions, levou o troféu. A votação é organizada pela Associated Press.

A cerimônia do NFL Honors foi apresentada pelo ator Alec Baldwin, anfitrião do Oscar dois anos atrás, que fez diversas brincadeiras com os jogadores presentes. Ao mencionar o fenômeno que foi Tim Tebow na última temporada, Baldwin afirmou que as únicas pessoas que não sabem quem é Tebow estão à espera do resgate dos Navy Seals (unidade militar norte-americana) em algum lugar do mundo. E ao falar sobre Madonna, atração do intervalo do Super Bowl, fez referência ao linebacker Clay Matthews pelos cabelos loiros e pelo tamanho dos bíceps

* Texto que escrevi para o ExtraTime

SUPER BOWL XLVI
NEW ENGLAND PATRIOTS x NEW YORK GIANTS
Data: 5 de fevereiro / Horário: 21h (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: Lucas Oil Stadium, em Indianápolis

No próximo domingo, 5 de fevereiro, New England Patriots e New York Giants entram em campo pela decisão do Super Bowl XLVI. Esta é a segunda vez que os dois times se enfrentam na grande final do futebol americano. No primeiro jogo, em 2008, os Giants venceram por 17 a 14, com um touchdown de Eli Manning para Plaxico Burress nos segundos finais.

Na época, New England, considerado favorito, vinha de uma campanha invicta e precisava da vitória para igualar o recorde do Miami Dolphins de 1972, ano em que o time da Flórida venceu todas as 17 partidas da temporada. Do outro lado, New York havia se classificado na última rodada e garantiu a vaga na final com triunfos fora de casa sobre Tampa Bay Buccaneers, Dallas Cowboys e Green Bay Packers – sempre com o rótulo de “azarão”.

Quatro anos depois, os Patriots continuam com um forte ataque, liderado por Tom Brady, mas a defesa não é assusta tanto quando a de 2008, embora tenha melhorado durante os playoffs. Nos Giants, a linha defensiva continua a sacar os quarterbacks adversários, enquanto o quarterback da equipe, Eli Manning, saiu das sombras do irmão mais velho para se tornar um dos grandes jogadores da posição na NFL.

Com a promessa de uma grande partida no próximo dia 5, o ExtraTime preparou uma cobertura especial para deixar todos os torcedores por dentro do Super Bowl. Uma série de matérias será publicada nesta semana, veja abaixo quando e o que será publicado:

SEGUNDA-FEIRA
– Por que torcer para os Giants?
– Por que torcer para os Patriots?
– O que faz o torcedor dos Jets?
– Conheça o New England Patriots
– Conheça o New York Giants 

TERÇA-FEIRA
– Quem é Tom Brady?
– Quem é Eli Manning?
– Super Bowl XLII: New York Giants destrona os gigantes de Boston

QUARTA-FEIRA
– Análise dos ataques
– Perfil dos técnicos: Bill Belichick x Tom Coughlin
– Comande os Patriots ou os Giants e jogue o Super Bowl

QUINTA-FEIRA
– Os números do Super Bowl
– Análise das defesas
– História dos Giants em Super Bowls
– História dos Patriots em Super Bowls

SEXTA-FEIRA
– Análise dos especialistas
– Boston x Nova York: duas cidades, uma rivalidade

New England Patriots e New York Giants são os dois finalistas do Super Bowl XLVI. As duas equipes venceram suas partidas, ambas com finais emocionantes, na noite deste sábado, e voltam a se encontrar na grande final do futebol americano, quatro anos depois. Em 2008, o então invicto New England tentava igualar o recorde de campeão invicto do Miami Dolphins, mas foi surpreendido pelos “azarões” de Nova York. Daqui a duas semanas, Tom Brady terá a chance de se vingar, enquanto Eli Manning pode se colocar entre os grandes quarterbacks da NFL, junto do irmão. Veja como foram as duas finais de conferência:

Patriots contam com ajuda do kicker dos Ravens e vão à final
Tom Brady não fez sua melhor partida e ele reconheceu isso na coletiva de imprensa após o jogo, mas o fato é que em 12 temporadas na NFL, o camisa 12 dos Patriots soma agora cinco aparições de Super Bowl – sem considerar que ele não jogou em 2001 e em 2008. Mesmo com as duas interceptações lançadas durante a partida de ontem, Brady foi decisivo ao marcar com as pernas o touchdown que deu a liderança no placar para New England. Na linha de uma jarda, o quarterback recebeu a bola e saltou sobre a linha ofensiva, ficando totalmente exposto a tackles. Baltimore não conseguiu correr com a bola como gostaria, mas Joe Flacco soube explorar a secundária adversária e na defesa, os comandados de Ray Lewis forçaram dois turnovers. Esses dois fatores foram fundamentais para manter os Ravens no jogo até o fim. Eles só não esperavam que Billy Cundiff errasse o field goal de 32 jardas, dando a vitória aos Patriots por 23 a 20. Leia mais..

Na prorrogação, Giants vencem San Francisco com um field goal
Eli Manning é um vencedor. O camisa 10 dos Giants vem de duas belas atuações fora de casa, contra duas das melhores equipes da NFC, e mostrou que merece um lugar entre os grandes da NFL. Muito pressionando pela defesa dos 49ers, Manning lançou 58 passes durante a partida e sobreviveu (vide a foto) como poucos ao temido “front seven”, jogadores da linha defensiva e linebackers, do San Francisco. A defesa teve dificuldades em alguns instantes contra o jogo corrido e Vernon Davis, mas fechou a porta para os demais recebedores do time. Como os defensores de ambas as equipes exigiam o máximo dos ataques adversários, mas não conseguiam forçar turnovers, um erro dos especialistas poderia decretar o fim do jogo. E foi o que houve. Kyle Williams, que substituiu Ted Ginn como retornador, sofreu o fumble na prorrogação e colocou New York já em posição de field goal. Os Giants arriscaram algumas corridas para tentar um touchdown, sem sucesso. Lawrence Tynes chutou o field goal e carimbou o passaporte do time para a cidade de Indianápolis. Leia mais..

SUPER BOWL XLVI
NEW ENGLAND PATRIOTS x NEW YORK GIANTS
Data: 5 de fevereiro / Horário: 21h30 (Brasília)
Estádio: Lucas Oil Stadium, em Indianápolis

A NFL está a dois passos de conhecer os protagonistas do Super Bowl XLVI. Neste domingo, as quatro equipes que sobreviveram dos playoffs entram em campo pelas finais de conferência da liga. Na AFC, o New England Patriots recebe o Baltimore Ravens em Foxborough, enquanto na NFC, o San Francisco encara o New York Giants pela segunda vez na temporada, desta vez tendo a Califórnia de cenário. Veja a análise dos dois confrontos abaixo:

FINAL DA AFC

NEW ENGLAND PATRIOTS x BALTIMORE RAVENS
Data: 22 de janeiro / Horário: 18h (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: Gillette Stadium, em Foxborough
Último confronto: Vitória dos Patriots (23 a 20) em 2010

O jogo: O que era para ser uma batalha de provocações dias antes do confronto virou uma troca de elogios entre técnicos, defensores e quarterbacks. Para Tom Brady, Baltimore tem alguns dos melhores jogadores da história em suas posições. Para Ray Lewis, o marido de Gisele Bündchen entende todas as defesas. As declarações polêmicas ficaram por conta de Ed Reed. No entanto, ele criticou a linha ofensiva e Joe Flacco – quase um “fogo amigo”. O incêndio foi apagado, mas vale a pena observar como o ataque se comporta no domingo, principalmente Flacco. A equipe venceu e eliminou os Texans dos playoffs? Sim, só que parece ser unânime a impressão de que o resultado seria outro se o quarterback Matt Schaub estivesse em campo.

Por mais que Flacco tenha ido aos playoffs em todas as temporadas que jogou, ele ainda não mostrou a consistência necessária que dá confiança ao time, especialmente quando se joga contra alguém do calibre de Brady. O camisa 5 pode encontrar mais espaços contra a defesa dos Patriots, que é inferior à dos Texans, mas precisa se lembrar que do outro lado do campo, não há um T.J. Yates em seu primeiro ano na NFL. E se Baltimore acompanhou a vitória do New England sobre Denver, sabe que o perigo é muito maior.

No último confronto entre as duas equipes em playoffs, em janeiro de 2010, os Ravens venceram com uma combinação daquilo que fazem de melhor: defesa e corridas. Para se ter uma ideia, Flacco conectou quatro passes 34 jardas e lançou uma interceptação. Sua atuação pífia foi compensada por Ray Rice e suas 159 jardas terrestres, e pelos quatro turnovers forçados pela defesa. Brady não conseguiu passar das 155 jardas aéreas. Se o quarterback do Baltimore não se impor na partida, vamos ver um grande duelo de ataque contra defesa, basicamente. Corrigindo, de um ótimo ataque contra uma excelente defesa.

New England vence se: Proteger Tom Brady, evitar turnovers e segurar o ataque terrestre dos Ravens, apesar da defesa dos Patriots ser apenas a 20ª melhor neste quesito. New England vem de uma apresentação de gala diante dos Broncos e se não entregar a bola de graça, se pontuar sempre que o camisa 12 tiver a oportunidade, não será fácil para Baltimore sair vencedor de Foxborough – a julgar pelo o que o time apresentou para chegar até aqui. Apesar do ataque aéreo dos Ravens não ser tão assustador, Flacco vai encontrar mais buracos na secundária do que no domingo passado, a defesa não pode ficar preparada apenas contra corridas.

Baltimore vence se: Estabelecer o jogo corrido com Ray Rice e Ricky Williams, não ignorar o passe, pressionar Tom Brady a partida inteira, e Baltimore tem jogadores para isso, e dar um jeito de parar a dupla de tight ends Gronkowski e Hernandez, sem deixar de prestar atenção em Wes Welker. Os Patriots sabem explorar recepções no meio do campo como ninguém, então a tarefa de marcar não cabe só aos defensive backs, mas também aos linebackers, leia-se Ray Lewis e Terrell Suggs. No mundo ideal dos Ravens, a ideia seria tirar a coleira de Suggs e soltá-lo em cima de Brady, só que não dá para fazer isso em toda jogada. Neste caso, existe Haloti Ngata. Joe Flacco comentou alguns dias atrás que os méritos nas vitórias do Baltimore vão sempre para a defesa e raramente para o ataque. É hora de provar que os jornalistas estão errados, Flacco boy.

Curiosidades: Se New England avançar para o Super Bowl, Brady tem a chance de se consolidar ainda mais entre os grandes quarterbacks na história da NFL, justamente na casa de um dos seus maiores adversários: Peyton Manning. Se Baltimore for o finalista, a equipe volta para a cidade que “roubou” seu time em 1984, ano em que o Baltimore Colts foi relocado para Indianápolis.

Palpite: New England

FINAL DA NFC

SAN FRANCISCO 49ERS x NEW YORK GIANTS
Data: 22 de janeiro / Horário: 21h30 (Brasília), transmissão da ESPN
Estádio: Candlestick Park, em San Francisco
Último confronto: Vitória dos 49ers (27 a 20) em 2011

O jogo: Os dois times vêm embalados de grandes vitórias sobre equipes que eram consideradas como as favoritas para disputar o título da NFC. San Francisco eliminou o New Orleans Saints na partida mais emocionante até aqui e na sua estreia nos playoffs, Alex Smith encarou o duelo com Drew Brees, vencendo a queda de braço com duas campanhas sensacionais no último quarto. New York não deixou por menos e eliminou o Green Bay Packers, time de melhor campanha na temporada, com autoridade e em pleno Lambeau Field.

Para este domingo, será interessante observar como os Giants vão se preparar contra o que até então parecia ser improvável: o ataque aéreo do San Francisco. Do outro lado da moeda, Smith pode encontrar mais dificuldades durante o jogo se a defesa adversária for capaz de anular Vernon Davis – há outros bons recebedores no time, mas nenhum com a capacidade de mudar a cara da partida como o camisa 85.

Outro ponto que será importante é o fato do Giants ser capaz de pressionar o quarterback adversário sem ajuda da secundária, de forma a apressar Smith sem deixar os recebedores livres. Por falar em secundária, os defensive backs do San Francisco foram ótimos contra New Orleans e a última coias que eles querem é ver Victor Cruz ou Hakeem Nicks dançando na endzone. É mais um duelo para ser observado.

No último encontro entre 49ers e Giants, ocorrido em novembro, New York conseguiu parar o ataque terrestre do rival e mesmo com duas interceptações de Manning, por muito pouco não saiu do MetLife Stadium com a vitória. Não há dúvidas de que os Giants tiraram algumas lições dessa derrota. San Francisco também deve ter tirado lições, visto que não foram conter os recebedores adversários e foi mal no aproveitamento dentro da redzone. Se Jim Harbaugh e Tom Coughlin fizeram os deveres de casa, a promessa para este domingo é de espetáculo.

San Francisco vence se: Fizer um ótimo trabalho na secundária, tomando cuidado com as rotas em profundidade e reduzindo as opções de Manning, estabelecer o jogo corrido para controlar o relógio e se a defesa forçar turnovers, o ataque souber aproveitá-los. É final de conferência, então quanto antes os 49ers conseguirem “matar” o jogo, melhor. San Francisco deve priorizar a corrida e recorrer ao passe quando necessário. A defesa tem todas as peças para pressionar o camisa 10 e limitar os running backs a poucas jardas, com Aldon Smith, Justin Smith, Ahmad Brooks, Patrick Willis e NaVorro Bowman. É na secundária onde mora o perigo. Carlos Rogers está na melhor temporada de sua carreira, mas vai precisar da inspiração de Tarell Brown e dos safeties para segurar a salsa de Cruz e companhia.

New York vence se: Manning distribuir os passes para Cruz, Nicks, Manningham e até para Bradshaw, confundindo a marcação da defesa, pressionar Smith no pocket e sempre que enviar uma blitz para cima do camisa 11, tomar cuidado com lançamentos rápidos, principalmente os que vão na direção de Davis. A linha ofensiva vai desempenhar um papel fundamental também, segurando os defensive ends e linebackers dos 49ers. San Francisco tem um jogo muito físico, New York terá que fazer frente a isso e tem tudo para fazer, o time cresceu na hora certa – assim como fez na temporada de 2007. E vocês lembram como eles terminaram aquela temporada? Com o troféu Vince Lombardi nas mãos.

Curiosidades: Se San Francisco passar dos Giants, pode se dizer que Jim Harbaugh “joga em casa”, visto que atuou como quarterback dos Colts entre 1994 e 1997 – apesar do Lucas Oil Stadium ainda não existir. Se New York disputar o Super Bowl, Eli Manning pode ser bicampeão no estádio onde seu irmão, Peyton, manda os jogos. A partida também coloca frente a frente a 1ª escolha do Draft de 2004, Eli, contra a 1ª escolha do Draft de 2005, Alex.

Palpite: New York

* Texto que escrevi para o ExtraTime

* DOMINGO, 22 de JANEIRO
FINAL DA AFC: Baltimore at New England (ESPN às 18h)
FINAL DA NFC: New York at San Francisco (ESPN às 21h30)